sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

BALANÇO DE 2016: A PERDA FOI TOTAL E TEMOS DE RENASCER DAS CINZAS!

Sinceramente, eu gostaria de poder oferecer-lhes previsões otimistas para 2017,  mas há algo no meu caráter que me obriga a dizer sempre as verdades desagradáveis, em vez de semear ilusões convenientes. Lamento.

Sinto-me como o grande Sérgio Ricardo, que, no auge da ditadura militar, se desculpava: "Ai, a grande tormenta roubou / os versos que eu tinha pra lhe dizer / e, por mais que eu procure buscar / palavras perdidas no ar, / vem a onda pra me impedir / de rimar".
.
.
E o pior é que, desta vez, nem sequer estamos manietados pela força bruta, mas sim colhendo os frutos dos erros terríveis que cometemos após sairmos da ditadura militar com aura de heroísmo e martírio, passando então a dilapidar insensivelmente o patrimônio moral acumulado à custa do sacrifício de tantos companheiros inesquecíveis e imprescindíveis. 

E, como tivemos responsabilidade imensa na virada da maré contra nós, agora é nosso dever combatermos com todas as forças a arrebentação dessa nova onda direitista que se abate sobre o Brasil (e sobre o planeta).
Quem seriam os líderes hoje? 
A recessão brasileira perdurará ao longo do próximo semestre e, na melhor das hipóteses, a coisa só começará a melhorar, timidamente, após as férias escolares. Como já temos mais de 12 milhões de desempregados, a situação é dramática ao extremo.

Meio mandato presidencial findo, a possibilidade de realização de eleições direitas em 2017 –seja visando escolher alguém para concluir o mandato de Dilma/Temer, seja antecipando o pleito de 2018– é de operacionalização dificílima. 

Canso de lembrar que os brasileiros, em 1984, estavam há 23 anos sem eleger presidente da República, enquanto hoje vêm de eleger há dois anos uma presidente desastrosa. E que a esquerda então estava renascendo e hoje se encontra no fundo do poço. 

Daí serem quiméricas as esperanças de que o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal facilitem as coisas para a viabilização de uma solução heterodoxa e nada leva a crer que teriam as ruas a pressioná-los com um clamor tão contundente quanto o de 1984 (o qual, mesmo assim, foi ignorado!).

Segundo a letra da Constituição, se Michel Temer tiver por qualquer motivo de abandonar o governo a partir do primeiro minuto de 2017, os 594 senadores e deputados federais é que escolherão seu substituto, para cumprir o restante do mandato atual. 

Trata-se de uma situação do tipo se correr o bicho pega, se ficar o bicho come. E, ainda recorrendo aos velhos chavões, podemos dizer que a direita está com a faca e o queijo nas mãos. tendo tanto a opção de manter Temer quanto a de trocá-lo por algum tucano (utilizando os préstimos do TSE e do Congresso).

Não quero, contudo, encerrar este texto de forma tão depressiva. Como revolucionário, apostarei sempre na chance que os homens têm de mudar o rumo dos acontecimentos, mesmo quando a correlação de forças é das mais adversas. 

O voluntarismo, contudo, tem limites. Então, depois de uma derrota tão acachapante como a de 2016 (em muitos aspectos pior ainda que a de 1964!), insistir no mais do mesmo só levará a esquerda a maximizar seus prejuízos, marchando para a irrelevância.

Precisa fazer a autocrítica da qual foge há sete meses, identificando os erros estratégicos e táticos cometidos, abandonando as definições que não passaram pelo teste da prática, assumindo posturas bem diferentes e escolhendo novas lideranças para substituir as que se descredenciaram fragorosamente.

Lembro-me de minha meninice, quando assistia aos teipes das partidas da Seleção Brasileira no Mundial de 1962 e ficava curioso sobre uma frase que aparecia com destaque no placar do estádio de Viña del Mar: "¡Porque nada tenemos, lo haremos todo!". 

Soube depois que um terremoto destruíra parte considerável da infra-estrutura chilena para a realização da Copa, mas o país resistiu a todas as pressões para dela abrir mão, dispondo-se a reconstruir tudo nos 25 meses que faltavam. A bela frase de um dirigente esportivo tornou-se o lema da titânica mobilização dos andinos, que acabaram as obras no próprio dia do pontapé inicial...

É como a esquerda precisa assumir que está neste momento: nada lhe restou de aproveitável e precisa reconstruir tudo.

Se o fizer, poderá, sim, dar a volta por cima, em médio prazo. 

Mas, só vai ter futuro reassumindo-se como força revolucionária, pois as contradições do capitalismo estão conduzindo a um momento decisivo na história da humanidade, que poderá ser tanto a superação de um sistema totalmente exaurido enquanto motor do progresso e da felicidade humana, quanto a própria extinção da nossa espécie. 

O certo é que os tempos do populismo e do reformismo terminaram definitivamente, sem deixar saudades. 

E que, para cumprirmos tanto nosso dever como seres humanos quanto o compromisso que temos com relação aos pósteros, precisamos fazer muito mais do que fizemos até agora.

Começando por renascer das cinzas, a exortação do poeta Ednardo que adoto como minha mensagem final.

ASSIM FALOU O HOROSCOPISTA ACIDENTAL

"O ano de 2017 vai enriquecer a sua personalidade. Você terá mais força, mais persistência e mais equilíbrio. Um bom ano para encontrar a paz interior. Até setembro haverá grande necessidade de autoaperfeiçoamento no plano global e um aumento de consciência coletiva. Muitos de nós vamos nos conseguir fazer entender, reivindicar e abrir uma nova era."
(horóscopo pinçado na web: espertalhões
falam sempre o que os otários querem ouvir)
Ano novo, esperançosa temporada de se buscar novos e floridos caminhos.

Sucede que, desde que pela primeira vez senti cheiro das donzelas, em inacreditáveis verdes anos, venho empregando um procedimento científico para ver como são agora as amazonas de tal ou qual signo, em relação ao meu. 

Sempre fiz questão de combinar com elas. Pois não é uma vereda cheia de flores? Hoje, empoeirado pelo chão desértico de tantos atalhos explorados, acabei por concluir: quem ama e pensa, não ama, pensa. 

O procedimento científico que usei é a perseverante observação, complementada pela comparação, indução e dedução. 

Ridículo. Homem de sucesso com as mulheres é aquele alto, topetão, voz de trovão, de formas agradáveis, proporções harmônicas, graça exemplar da evolução das espécies, de Charles Darwin.

Então. Antes de começar namoro, os da minha espécie inferior se defendiam esquadrinhando os signos. 

Meu bondoso e paciente pai me disse que ele poderia ficar pirado um dia, neste mundo qualquer um está sujeito; mas não seria fazendo essa pesquisa, desde os verdes anos até os maduros. 

Pior era um amigo meu, da Mooca, darwiniano legítimo, verdade, cara do ator italiano Marcello Mastroianni melhorado. Ele contava piadas para as namoradas e quando a eleita do seu coração abria a boca para rir, se exibisse um resquício de cárie anti-darwiniana no mais longínquo molar, o namoro não engatilhava.    

Então. É a evolução das espécies, ora.

Curiosamente, nas minhas observações, via uma mulher de tal ou qual signo, virtuosa, e uma outra, do mesmo signo, nem tanto. Via um colega sacerdote de um signo e outro, do mesmo signo, com problemas com a polícia. Um violento de um signo e outro um carneirinho do mesmo signo. Alguns com muita sorte de um signo e outros do mesmo signo, nem tanto. 

Conclusão científica: o signo não tem nada a ver com o caráter nem com a lei das probabilidades de bem suceder. Deve ter algo a ver com o humor.

Minhas observações mostram, sim, que o signo não pode determinar o caráter de alguém. Se não, vejamos. 
Acredite quem quiser...
Deduções: o destruidor de vidas Hitler era de Áries. Alma doce, mundialmente querido, Charles Chaplin, um dos maiores críticos do próprio Hitler, também era de Áries. Este que vos aborrece escrevendo estas mal traçadas linhas, igualmente é de Áries. Desato a soluçar até em inauguração de posto de gasolina.

Dizer que, por carregar nas costas tal ou qual signo, alguém é bondoso ou mau, líder ou liderado, honesto ou desonesto, que pode viajar de avião ou não pode, que deve ser prudente ao volante, que está sujeito a gripe, que vai receber uma carta, que precisa ficar calmo, resistir às tentações e que terá negócios fáceis com Júpiter na triangulação, mas precisa cuidar da alimentação, é dose. Tomada de cena: sorrisinho crítico de quem ouve falar nessas coisas.

No entanto, minhas honradas investigações me levaram a uma conclusão muito séria. Trata-se mais de uma percepção e isto não se explica cientificamente.Tenho a minha percepção e vocês têm as suas. 
Vejam bem: somos influenciados por tudo o que nos cerca, palavras, atitudes, o berro no ouvido, as belezas naturais, a cruel força bruta, os humanos bondosos por natureza, o céu bordado de estrelas, a água transparente do mar, o furacão, o regato, essa lindeza de águas límpidas a descer cambaleando pelas matas como louco, qual bêbado deixando o bar de madrugada.

Quando faz sol, temos um humor. Quando não faz, outro. Quando é lua cheia, um. Quando não, outro. Vivemos ou não hipnotizados por tudo o que nos cerca? Nosso humor não estaria condicionado a tais forças, esses enormes globos flutuando no cosmo, girando, afastando-se, aproximando-se? Não estaria o nosso humor influenciado pela criação ao nosso redor? 

Então. As almas que nascem sob determinadas influências, em tal ou qual momento, com tal e qual lua, com tal e qual planeta, não seriam, talvez, possuidoras de tal ou qual fluído, uma energia, uma atmosfera (achei!) que pode ou não combinar com as das outras pessoas? Não é complicado.

Então. As atmosferas se entrechocariam ou se afinariam, dando bom casamento ou não, boas amizades ou não, relações comerciais ricas ou não. Mas daí a dizer, como ouvi de um amigo, que por ser de tal signo tinha direito a sete mulheres, é o fim do mundo, embora um aprazível fim do mundo. O que o astrólogo dizia é que no planeta Terra existe uma proporção de sete mulheres para cada homem, e desta bênção não se pode reclamar.

Então. Minha brincalhona pesquisa revela que, se uma pessoa pôs tanta amargura em teu pobre coração, estimado leitor, ou leitora, sejam quais forem os seus signos, as suas atmosferas não se casaram. O certo, então, seria cada um procurar a sua atmosfera gêmea, ou trigêmea, pouco importa, sem se amargurar.

Quanto ao meu signo, nas minhas observações de décadas, constatei que num ponto os horoscopistas parecem ter alguma razão: eles dizem que Áries combina com Aquário, Sagitário e Leão.  Destes três, para mim, tem sido melhor Leão. No entanto, já ouvi mulher de Leão dizer que detesta Áries. Durma com um barulho desses.

Com mulher de Leão, eu sou mais eu, embora já tenha combinado, e bem, e as pesquisas não explicam, com Aquário, Áries, Gêmeos, Capricórnio, Câncer, Libra, Touro. Com todos os signos. 

E com que excelência coexisto com a doce mulher de Touro! Quer saber mais? Sabe aquele olhar estonteante, aqueles lábios de seda? Essa hipnótica expressão do rosto feminino acaba com a minha pesquisa, essa é que é a verdade. Mas que signo!

Estas questões não devem preocupá-los, amáveis leitores e leitoras, sejam vocês de tal ou qual signo. Com a Lua minguante em sextil a Júpiter e Saturno, nada a temer em 2017.  

Mas, ouçam os astros! Eles, os astros, estão certos em recomendar cautela ao manobrar o carro em ruas movimentadas e ficar esperto ao atravessar a Radial Leste. 
(por Apollo Natali)

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

DÚVIDA HAMLETIANA NO REVEILLON: DEVEMOS ENTRAR EM 2017 COM OTIMISMO OU PESSIMISMO?

"Ser ou não ser, eis a questão: será mais nobre
em nosso espírito sofrer pedras e flechas
com que a Fortuna, enfurecida, nos alveja,
ou insurgir-nos contra um mar de provocações
e em luta pôr-lhes fim?" (William Shakespeare)

"A ambição universal do homem 
é colher o que não plantou"
(Adam Smith, economista clássico)
Dizem que o otimista é um crente da esperança, e que o pessimista o é da desesperança. Ambos têm visões distorcidas da realidade. Diz-se que, quando veem um copo com água pela metade, os otimistas afirmam estar meio cheio e os pessimistas, meio vazio. As visões de ambos estão parcialmente corretas, e este é o problema: a parcialidade.

Os críticos da vida mercantil no atual estágio de degringola mundial, bem como os defensores da dita cuja, não deveriam fundamentar as suas críticas ou defesas em visões parciais, fruto de suas crenças ou desejos, nem mesmo como ilações dos fatos sociais imediatos (os falsos milagres brasileiros que o digam), mas analisarmos as questões estruturais que estão subjacentes a esses fatos. 

Os músicos do Titanic que continuavam a tocar enquanto o navio afundava, tinham uma visão de estabilidade momentânea, mas numa realidade de tragédia iminente. 

Nestes dias de Natal, nos quais comumente nos reunimos com familiares e amigos, nós costumamos ouvir análises e visões diferenciadas sobre os mesmos fatos sociais, e encontramos sempre os otimistas e pessimistas quanto ao ano de 2017. 

Mas, o que devemos mesmo esperar de 2017, independentemente de sermos otimistas ou pessimistas?

As causas que estão determinando as dificuldades sociais mundo afora, vêm sendo atacadas com medicamentos que se constituem em antitérmicos que podem debelar a febre em alguns organismos, mas não são capazes de anular a infecção. Daí, em termos de perspectivas para 2017, não podermos acreditar que os problemas venham a ser resolvidos, pois inexiste uma perspectiva de extirparem-se as causas determinantes da debacle social mundial. 

Não é uma questão de ser pessimista ou otimista, mas de observarmos que os remédios utilizados estão contaminados pelo vírus causador da infecção. Quer-se utilizar mecanismos para o combate à crise do capitalismo que são imanentes ao próprio capitalismo num estágio de evolução dos modos de produção mercantil que atingiu o seu ponto de saturação. 

Os remédios usados são antitérmicos, e é urgente que pensemos em pró-bióticos da vida (ou antibióticos à exploração) capazes de extirpar a infecção, o que não é feito por inconsciência social dos servidores voluntários do sistema, cujo pensar está aprisionado pela lógica fetichista do sistema produtor de mercadorias.     

Tanto os otimistas como os pessimistas não conseguem raciocinar fora da lógica de mercado e, assim, as suas conclusões estão contaminadas por um erro original essencial, que os levarão a equívocos de avaliação, quaisquer que sejam elas. É que a base da lógica mercantil sobre a qual eles elaboram os seus otimismos ou pessimismos está equivocada.
.
AS PREVISÕES (DE ONTEM E HOJE) 
DO PIB BRASILEIRO PARA 2017
.
As agências de rating, como Standard Poor’s e outras, não foram capazes de prever o óbvio na crise dos subprime de 2008 nos Estados Unidos (financiamentos com hipotecas de imóveis avaliados fora da realidade dos custos de construção, graças à bolha especulativa do mercado imobiliário/creditício). 

Isto se deveu a dois fatores:

  • a crença ilusória de que o mercado pode crescer indefinidamente numa curva ascendente;
  • o comprometimento com o mercado financeiro no sentido de lhe emprestar credibilidade. 
Então, meses antes do estouro do sistema financeiro, ditas agências passavam batidas pela incapacidade de solvência das hipotecas e falta de liquidez do mercado imobiliário, que somente não levou o sistema financeiro mundial à bancarrota graças ao socorro financeiro estatal com base em moeda sem lastro e títulos da dívida pública, cujos efeitos colaterais ainda estão renitentemente presentes.      

Tudo no sistema financeiro é um cassino no qual os castelos de cartas tendem a desabar a qualquer momento, principalmente agora, quando um dono de cassino se torna presidente da meca do capitalismo. 

As previsões do PIB brasileiro do primeiro momento do governo do presidente Temerário foram igualmente inconsistentes. 

Os bancos e consultorias se apressaram em crer, sem nenhuma base científica, fiando-se no otimismo e na confiança dos seus pares no governo, que o ano de 2017 seria substancialmente diferente de 2016. Até mesmo para 2016 já previam certa recuperação com melhora dos números do PIB brasileiro.

O banco Itaú elevou a perspectiva de crescimento do PIB de 2017 de 0,3% para 1,0%, afirmando que o desencalhe da produção industrial promoveria tal crescimento. O que se viu foi o aumento da contínua queda da produção industrial, que no último trimestre ficou em -0,8%, após sete quedas trimestrais consecutivas.

O BNP, por meio do seu economista chefe Marcelo Carvalho, apostou num crescimento do PIB de 2017 em 2,0%, arguindo que “a combinação de política fiscal e monetária mais saudável pode impulsionar o sentimento do mercado e estimular a confiança local, abrindo caminho para uma recuperação do crescimento”. 

Na consultoria Tendências, Alessandra Ribeiro apostou num crescimento de 2017 de 1,2%; e a MB Associados também embarcou na onda do viés de crescimento. 

Até o FMI fez coro, ainda que menos otimista: sua presidente Christine Lagarde afirmou que há uma previsão de crescimento de 0,5% do PIB brasileiro para 2017. 

Entretanto, a realidade, que não costuma conviver com palpites otimistas de quem aposta na perenidade do capitalismo, contraria as estatísticas dos organismos financeiros e institucionais. O pior é que a realidade impõe o desespero àqueles que estão na base da pirâmide social como resultado da inconsistência de um sistema que atingiu o seu limite interno de expansão.

Não sou otimista, nem tampouco pessimista, pois prefiro fincar os meus pés e pensamentos na simplicidade do raciocínio de que podemos construir um mundo melhor, tanto do ponto de vista do suprimento das necessidades materiais, como dos valores verdadeiramente humanos.

Tais sentimentos e construções não podem advir de um modo concorrencial de vida, no qual todos sejam adversários de todos, mas sim de um agir e pensar solidário, no qual o meu semelhante seja fonte de nossas mútuas redenções. (por Dalton Rosado)

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

APOLLO NATALI: "INTELECTUAL DE RUA".

Foragido das páginas dos livros da Festa Literária Internacional de Paraty, Napoleão Bonaparte caminha pelas ruas de pedras da velha cidade do litoral fluminense.

Em terras brasileiras, entre o mar e as montanhas, o general francês está a remoer palavras do sábio do Eclesiastes, seu grato consolo no exílio de Santa Helena.

Cabeça baixa, mão esquerda na barriga. A direita à frente, ergue o texto bíblico:

– Tudo tem seu tempo. Tempo de guerra e tempo de paz. Houve uma pequena cidade em que havia poucos homens. Veio um grande rei, sitiou-a e levantou contra ela  grandes baluartes. Encontrou-se nela um homem pobre, porém sábio, que a livrou com sua sabedoria. Então, melhor a sabedoria do que a força.

Hoje, pisando o chão de Paraty, Napoleão acredita. Levas de fugitivos das páginas dos livros acompanham em seu passeio o guerreiro derrotado. Desgarrados das prateleiras, ganham as ruas mil corações partidos de desventuradas histórias, heróis, vilões, poetas, cada qual com sua dor.

Beirais, gradis coloniais, o velho casario da cidadezinha histórica que completará três séculos e meio de existência neste ano de 2017, antigo refúgio de piratas, todos espiam a passeata dos fantasmas saídos dos livros que um dia vestiram carne. Agora eles são apenas histórias e vagueiam no festival internacional da imaginação.
Nessa atmosfera de cultura, sob os holofotes da imprensa de todo o mundo, entre casas antigas, sol forte, move-se, de carne e osso, o paulistano Cláudio. 

De imperador, só o nome.  Cláudio Bongiovani perambula pelas esquinas e vielas de Paraty a vender a revista Ocas, iniciais da Organização Civil de Ação Social, com sede no bairro do Brás, em São Paulo. Custa 3 reais. Um real para Ocas, 2 reais para ele. Ótimo. É dom de Deus que possa o homem comer, beber e desfrutar o bem de todo o seu trabalho, alegra-se o rei sábio da Bíblia.

É rotina do imperador Cláudio vender a Ocas em um ponto fixo na calçada movimentada do Museu de Arte de São Paulo, na avenida Paulista. Desta vez, esperançoso, se pôs a plantar sua revista de cultura também no meio intelectual da Flip. Certo, imperador. Semeia pela manhã a tua semente e à tarde não repouses a tua mão, porque não sabes qual prosperará, se esta, se aquela, ou se ambas igualmente, adverte o Eclesiastes.

Em suas escapadas ele vagueia até pela Europa, onde conhece algumas das 20 revistas semelhantes à Ocas, que dão oportunidade de mudança na vida das pessoas em situação de rua. A interação decorrente da compra e venda dessas publicações permite aos vendedores estabelecer contatos, ganhar algum dinheiro e dar novos passos de reintegração.
.
ACHEI!
.
Na rede de uma dúzia de computadores da Ocas em que busca inclusão digital, Cláudio achou mais uma feira literária na qual vai poder vender suas revistas. É em Bauru. Vai lá correndo fazer seus negócios.

Vendeu um monte, em Paraty. Ganhou bom dinheiro. Nada como trabalhar e poder pagar sua própria roupa, comida, tênis, agasalho. Hoje pode até pagar um pequeno aluguel, numa das 300 caixas de  fósforo dos 24 andares do edifício Esplanada, na Várzea do Glicério.

No chão do seu sala-e-quarto, na colmeia de favos todos iguais do prédio, uma esteira, uma escrivaninha velha, uma cadeira. Não mais o disputar lugar na calçada, no viaduto, na laje. Não mais os sobressaltos da chuva, do frio, da fome, do caminhar a esmo. Grudado na porta do lar-doce-lar, o letreiro de papel conta sua história em três palavras: sobrevivente da rua. Maravilha um teto, uma torneira, um chuveiro quente, uma esteira.

Livro de cabeceira, Um, de Richard Bach. Trata de uma viagem de alguém para dentro de si mesmo, 10 anos passados e 50 que virão. A mensagem: “Não há problemas que não lhe tragam nas mãos um presente”. Bach é autor esotérico de Fernão Capelo Gaivota, Ilusões, A ponte para o sempre.

Nos desfiles da imaginação de suas feiras culturais, tempo de os grandes vultos dos paraísos perdidos e das divinas e humanas comédias se desgarrar dos livros para ganhar as ruas,  Cláudio se entristece ao ver a realidade negar o que a imaginação promete. 

Onde estão os heróis,  os poetas, os guerreiros, os gênios, os santos de toda essa literatura, capazes de apagar a lembrança do automóvel, uma bola de fogo a se despedaçar contra o caminhão na frustrada ultrapassagem de uma carreta, dizimando sua família? Carbonizados Yuri, 3 anos; Yago, 5; sua mulher Maria, sobrinho, cunhado, sogra. 
Voltavam da feira do milho em Catanduva. No dia do adeus, caixões fechados. Mudo, acompanha o despejo nas covas dos restos mortais dos seus tesouros. Vira as costas, sai a andar sem direção, horas e horas, dias inteiros, semanas, meses, anos. Desde o ano de Nosso Senhor de 2001. E olha o tamanho deste mundo.

A vida precisa ser vivida. Perambula em círculos por São Paulo. Sol, chuva, vento, calor, frio, fome, solidão. Entre a floresta de torres de concreto a alcançar o céu da terceira maior cidade do mundo, vence a Paulista, sobe e desce a Consolação, a Brigadeiro, palmilha a comprida São João, habita praças, cruzamentos. 

O tempo todo zonzo, nas esquinas de gente trombando. Finda a manhã, demora a tarde, pede um dinheiro qualquer para qualquer um, compra duas, três doses de cachaça, bebe num trago, apaga.

No outro dia acorda sem noção, sem rumo, não para em lugar nenhum, não tem condição de ficar parado em lugar nenhum. É um vagante. Enraizou-se por um pouco num lugar só, num momento qualquer, naquele viaduto atrás do Masp. Viaduto São Carlos do Pinhal. É onde tem mais tempo de localização numa só calçada. Mas esteve, sensação de torpor, em lugares por aí que nem sabe onde foi. Sabe que no outro dia é o acordar sem norte.

– Você não tem nada, não tem vida, não tem ideia, não tem suporte, você não tem nada, então você anda. Quando o cara não tem nada, anda, tanto faz ir para frente como para trás, é a mesma coisa, é andar.

Quando se aproxima de alguma pessoa, não sente que é amiga. Raro alguém sem ar de tentar se proteger, evitar. Sempre vê as pessoas com medo.  É uma auto-exclusão.

– É nessa hora que o cara está excluído dele mesmo, que tem medo das outras pessoas.

Chegar a esse ponto, ter medo das pessoas. Tanto que hoje eu falo de alma cheia que esse projeto da Ocas, a grande alavanca desse projeto, está justamente aí, colocar as pessoas que são olhadas como um nada bem de frente às pessoas a quem a revista é oferecida. Esta é a melhor parte do projeto. 

O financeiro ajuda, o psicológico é sensacional, mas a estrutura que o projeto dá para que o cara, que é tido como um nada, chegue diante das pessoas e sinta a vida e a dignidade oferecendo um produto cultural, isto é a inserção na sociedade do cara. Reinserir o sujeito na vida.

Fim de semana, coração de Cláudio dispara. A cor volta ao seu rosto pálido. A expressão de espanto, sempre a marcar o morador de rua, agora é colorida. Cláudio vai ver a filha. Emoção maior, um abraço, um papo com sua Raiza, de 16 anos. A vida está de volta. A menina mora e cresce em estatura e sabedoria em Anápolis, com um tio. Quer fazer Física. Faz Inglês. Estar com ela. Olhar nos olhos de seu bebê. Isto é aquecer o coração.

Até agora não surgiu outra mulher que pudesse refazer sua vida, ter um relacionamento seguro. Não apareceu essa pessoa. Interesse por alguém tem acontecido, superficial. Ainda tem uma marca muito grande. Foram 15 anos de casamento. Tem o vazio da grande perda, a dor a acompanhá-lo até o túmulo.
– Ter relações com as pessoas e o fato de ser reconhecido em alguns lugares que eu vou, isto também me anima. As palavras que as pessoas me falam também ajudam muito. É aí que aquece o coração, o fato de você, na situação complicada de tristeza, ver alguém, mesmo sem compartilhar a sua dor, te impulsionar a sair dela, te animar. 

Dialogar para ressuscitar, lição de humanidade que a vida passa para Cláudio.

– Fiquem sabendo, qualquer pessoa só não é moradora de rua apenas por um triz.

Sobre essa dor, Cláudio, o que fazer?

– Acredito que essa é que tem de ser a expurgação. Tenho que expurgar essa dor aí. A luta principal de tudo isso é o fato de a gente acreditar que é capaz. Em qualquer situação a gente sempre é capaz. O difícil mesmo, o peso, é a dor da perda. É que a gente não tem o preparo para ficar sem. 

– A gente não está preparado para perder nada. Esta recuperação tem que ser feita na base do paulatino, do tranqüilo, com serenidade, confiança, acreditando sempre na própria capacidade, pois se a gente não fosse capaz acho que não estaria aqui. Então, se foi dada essa missão, eu sei que vou ter força para cumprir. Fere? Fere, dói, machuca, tortura.

Cláudio apaga a luz em seu favo. Encolhe-se na esteira. Noite fria, rajadas de chuva espancam a janela. De costas para o seu conforto, o pensamento sai a andar. Retoma a vida de fome e medo, na escuridão gelada das noites.

Num instante, o pensamento de Cláudio, papai de Yuri e Yago,  paixão de Maria, chega a Catanduva. No cemitério sem lua, longo tempo imóvel diante da sepultura.

Como no dia do enterro, outra vez o ímpeto de tirar mulher e filhos debaixo da terra. Nunca mais voltou para a sua casa, em Minas. Saudosa casa, em Ituiutaba, projetada por sua Maria, a arquiteta, fechada até hoje. 

O peito apertado, em imaginação, anda sem rumo pela cidade, alcança o centro velho, espia cada canto da rodoviária, também projetada por ela. De sua esteira aspira o ar adocicado das noites da cidade mineira, sempre abarrotadas de estrelas.

A mesma mão encolhida sobre a esteira em São Paulo gira a fechadura da casa em Ituiutaba. Mal respira.  De volta ao lar vazio. Na sala, nas poltronas, em tudo, quanta poeira! Passos vagarosos, alcança a cozinha. Louça por lavar. Faz que acende o fogão para ferver o leite. Na copa, a algazarra.Todos juntos, para o café. Maria, cabeça baixa, ri, equilibra a xícara. No quintal, as crianças brincam nas árvores. Jaboticaba, goiaba, limão.

Nas tardes quentes, carinhas espertas na janela a esperá-lo depois do serviço.Roupas pelo chão no banheiro. No quarto, os vestidos, com o perfume dela. Escova de cabelo, batom. A cama. Colcha desarrumada.

No baú rústico, o certificado de conclusão do seu curso de Química da Universidade Federal de Minas Gerais. Não volta lá para buscar o diploma. Não volta.

Madrugada. Cláudio sai do seu novo lar, no Glicério, para ir à Universidade de São Paulo. Vai para o segundo semestre do curso de Licenciatura em Química. Na sala de aula, no ônibus, duas horas para ir, duas para voltar, acompanha-o a velha dor, o cravo para sempre espetado no coração. Mergulha no fundo do mar, e a dor vai com nele. Dar aula, outras pessoas em sua vida para se preocupar, o melhor caminho, talvez.
De repente, o impulso de abandonar tudo e andar. Retomar a fuga que um dia o levou a dias e noites intermináveis, a olhar a polícia por um novo ângulo, a cruzar e descruzar São Paulo. Sempre um debandar sem fim, que o leva a comer mal, sentir-se fraco, doente, a não pensar com clareza, a chorar de dor nos ossos e na alma, a perder a confiança nas pessoas. 

O que é, se não uma fuga, esse andar sem fim, o vagar pela Áustria, para palestra? Pela Suécia, no campeonato mundial de futebol de moradores de rua? Portugal, pela rede internacional de jornais de rua?

Aplica o teu coração ao ensino, aconselha o sábio do Velho Testamento, a apontar caminhos. As faculdades de Psicologia, Comunicação, Direito, que começou e largou. Mesmo o conselheiro de Napoleão tem suas dúvidas  existenciais. Em sua linguagem de bruxo, o Eclesiastes quer saber: quem sabe o que é bom para o homem durante os poucos dias da sua vida de vaidade, os quais gasta como sombra?

– Pelo menos, a tribulação tem a compensação da força – geme Cláudio Bongiovani – a dor maior está em se prostrar diante de um obstáculo. A gente está sabendo que tem um meio de mostrar força para superar essas perdas. Superar perdas. Compensar perdas não existe.

– Mas quem falou que a gente perdeu? A gente tinha alguma coisa? Eu perdi meus filhos? O que eu tinha era a posse dos meus filhos.
Por Apollo Natali

– Foi muito tempo na rua para chegar a essa conclusão. Perder o quê? O sentimento de posse é perda. Então, se a gente tem posse de alguma coisa, sabe que vai perder.

– A gente não tem posse de nada. Não somos donos de nada. Somos donos do quê? Do que se faz de bem, do que se faz de bom. Aí, sim. É o que estou tentando.
.
Uma curiosidade: reparem que Cláudio mantém sua dignidade, ao 
contrário do mendigo decadente emblemático que o conjunto
Jethro Tull eternizou no seu clássico Acqualung.  

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

VEJA A TRAGÉDIA DE 1964 EM "TERRA EM TRANSE", ENQUANTO ESPERA FAZEREM O FILME SOBRE A FARSA DE 2016.

Um dos melhores filmes políticos de todos os tempos e países, Terra em Transe (1967) é uma parábola perfeita sobre a quartelada de 1964, mas nem por isto válida somente para o Brasil.

Flagra uma realidade comum à maioria das nações do 3º mundo –ao qual, dizem, deixamos de pertencer em termos de pujança econômica, mas no qual permanecemos atolados até o pescoço quanto à distribuição de renda, à qualidade de vida e, mais do que tudo, em espírito, pois a alma brasileira continua pateticamente colonizada e submissa ao autoritarismo.

Glauber Rocha repetiu a fórmula de enfeixar nos seus personagens principais os atributos e posturas de classes e grupos de interesses. Assim, o poeta Paulo Martins (Jardel Filho) personifica a classe média intelectualizada, contraditória e vacilante, mas que acaba fazendo a opção revolucionária quando a crise política chega à fervura máxima.

Felipe Vieira (José Lewgoy) é o político populista a quem a esquerda se atrela, como se atrelou, p. ex., ao nacionalista Getúlio Vargas, ao trabalhista João Goulart e ao sindicalista Lula. Como na vida real, a opção oportunista de colocar-se a reboque de personagens que nada têm de marxistas ou anarquistas é punida com o fracasso: na hora da verdade, Vieira prefere não resistir ao golpe de estado, para evitar, alega, o derramamento do sangue dos inocentes. Ou seja, age exatamente como o poltrão Jango.

Porfírio Diaz (Paulo Autran), claramente inspirado em Carlos Lacerda, é o direitista obcecado em conquistar o poder a qualquer preço. Mas, Glauber teve o bom gosto de não fazer dele uma mera caricatura, embora bata pesado em seus desvarios megalomaníacos e em sua amoralidade entreguista ("As nossas carnes, as vidas, tudo, vocês venderam tudo, as nossas esperanças, o nosso coração, o nosso amor, tudo! Vocês venderam tudo!", atira-lhe na cara o poeta).

Don Julio Fuentes (Paulo Gracindo) é o grande capitalista nacional a quem os comunistas convencem de que será tragado pelo imperialismo se não confrontar a multinacional que domina Eldorado. Mas, volta atrás quando recebe uma oferta vantajosa da vilã, conformando-se com a condição de subalterno bem recompensado.

Finalmente, Sara (Glauce Rocha) é a militante devotada mas impotente para mudar o destino de seu povo. Vai continuar lutando após a terrível derrota... mas, nada indica que será vitoriosa da próxima vez. 

E, se os comunistas de 1964 refugaram na hora da decisão (o que Glauber sarcasticamente ressaltou no filme, ao mostrá-los exibindo armas o tempo todo, sem contudo, jamais dispará-las...), coube à minha geração resgatar a moral da esquerda, provando ao cidadão comum que também éramos capazes de sangrar pela nossa causa. 
Ao preço de tantas vidas perdidas e de tantos sofrimentos dantescos, reconquistamos o respeito das ruas. Mas ele seria novamente perdido adiante, quando os nossos que chegaram ao poder nominal desonraram as pregações de décadas, prostrando-se à burguesia na ilusão de que esta lhes permitiria desempenhar indefinidamente o papel de gerenciadores do capitalismo brasileiro.

Acabaram sendo usados e jogados fora, sem que sequer os tanques tivessem de sair às ruas para os expelir; bastou um piparote do Congresso Nacional. 

Ou seja, o que em 1964 nos pareceu o opróbrio extremo foi amplamente superado pelo episódio de 2016, em que o governo do PT simplesmente caiu de podre, sem sequer esboçar resistência significativa, embora desta vez se pudesse tentá-la sem risco de vida. 

E a nós, os eternamente traídos, só restou desabafar, como o Paulo Martins das telas:
"Não é mais possível esta festa de medalhas, este feliz aparato de glórias, esta esperança dourada nos planaltos! Não é mais possível esta festa de bandeiras com guerra e Cristo na mesma posição! Assim não é possível, a impotência da fé, a ingenuidade da fé!
Somos infinita, eternamente filhos das trevas, da inquisição e da conversão! E somos infinita e eternamente filhos do medo, da sangria no corpo do nosso irmão!
E não assumimos a nossa violência, não assumimos as nossas idéias, como o ódio dos bárbaros adormecidos que somos. Não assumimos o nosso passado, tolo, raquítico passado, de preguiças e de preces. Uma paisagem, um som sobre almas indolentes. Essas indolentes raças da servidão a Deus e aos senhores. Uma passiva fraqueza típica dos indolentes.
Não é possível acreditar que tudo isso seja verdade! Até quando suportaremos? Até quando, além da fé e da esperança, suportaremos? Até quando, além da paciência, do amor, suportaremos? Até quando além da inconsciência do medo, além da nossa infância e da nossa adolescência suportaremos?"
Recheado de belíssimas citações poéticas, dramático e tempestuoso como a realidade que flagra, com algumas atuações portentosas (Lewgoy, copiando trejeitos de Vargas, Jânio Quadros e Adhemar de Barros, está simplesmente magnífico!), é um filme obrigatório para qualquer esquerdista que ainda seja capaz de refletir sobre a História e sobre o papel que nela lhe cabe, ao invés de apenas seguir obedientemente a linha justa.
.

UMA VISÃO DIDÁTICA E INDIGNADA DO COLONIALISMO: "QUEIMADA".

Queimada (Burn!, 1969) é a obra máxima do cineasta italiano Gillo Pontecorvo e um dos mais perfeitos filmes políticos até hoje realizados, por ter a dosagem certa de reconstituição histórica, análise crítica e repúdio às injustiças sociais.

Também se trata, na minha opinião, de um dos ápices da carreira do grande Marlon Brando, no papel de William Walker, um agente do colonialismo que por duas vezes determina o destino de uma ilha dedicada à monocultura açucareira: 
  • primeiramente, ele fabrica um líder revolucionário para servir de espantalho, visando convencer os poderosos locais de que, se não agirem logo contra o governo colonial português, as massas tomarão a dianteira; 
  • depois, quando o antigo títere encarna bem demais seu papel e encabeça uma guerrilha contra a nascente e decepcionante democracia subjugada aos interesses econômicos britânicos, Walker comanda uma repressão impiedosa.
Face à constatação de que só conseguirá vencer incendiando as matas onde os rebeldes se refugiam, o que vai inviabilizar a produção de açúcar por décadas, Walker não hesita: a prioridade é evitar que a revolta se espalhe por outras ilhas semelhantes a Queimada. Portanto, quaisquer que sejam os prejuízos imediatos, tem de ser extirpada a ferro e fogo.

Por último, eis alguns trechos de uma entrevista que Pontecorvo (1919-2006) concedeu em 2003 ao crítico Luiz Zanin, de O Estado de S. Paulo. Mais precisamente, aqueles em que comenta seus dois principais filmes, Queimada e Batalha de Argel (La battaglia di Algeri, 1966, sobre o movimento guerrilheiro que foi o estopim da luta pela independência da Argélia).

Estado – Batalha de Argel parece tão natural quanto um documentário bem filmado. Mesmo os atores guardam uma espontaneidade difícil de encontrar entre profissionais.
Pontecorvo – Em Batalha de Argel trabalhei com o que chamo de  ditadura da verdade. Tudo que não parecia verdadeiro era imediatamente descartado. Os atores são gente do povo, argelinos interpretando os próprios papéis, com exceção do coronel francês, um ator profissional. Quando terminei o filme, sugeriram que eu deveria colocar um aviso dizendo que não havia utilizado uma única cena tirada de cinejornais. Foi o maior elogio que recebi. Filmamos muitas vezes imitando os cinejornais, com textura granulada. Sugeri ao meu fotógrafo o uso de um negativo que simulasse esse efeito. Queria cenas de cinejornal, granuladas, mas não medíocres como elas costumam ser.

Estado –  Queimada é em cores, com visual muito elaborado. Por que a diferença?
Pontecorvo – Com meu roteirista, Franco Solinas, quisemos fazer Queimada com estética muito próxima a um romance dos anos 1800, mas com conteúdo político. Um grande romance político. Gastamos seis meses estudando a situação colonial daquela época e cuidamos de todos os detalhes para que o filme tivesse verossimilhança histórica.
Estado – Mesmo que a ilha fosse fictícia…
Pontecorvo – Foi um recurso para falar do processo colonial de uma maneira mais ampla e não circunscrita a um ou outro país.

Estado – Como colocou um ator como Marlon Brando para contracenar com um amador como Evaristo Márquez, o líder revolucionário de Queimada?
Pontecorvo – Eu estava procurando atores em Cartagena, na Colômbia, e vi um homem que parecia ideal para o papel. Mas ele sumiu. Por obra do acaso fui reencontrá-lo em sua aldeia, com menos de 40 casas e onde não havia luz elétrica. Convidei-o para trabalhar com o maior ator do mundo, Marlon Brando. E Brando foi muito generoso com ele, ajudando-o nas cenas mais difíceis.

Estado – Lembra de alguma?
Pontecorvo – Eu precisava de um olhar irônico de Márquez, quando ele quer mostrar a Brando que percebeu toda a jogada em que foi metido. Mas Márquez nem sabia o que era esse tal de olhar irônico. A solução foi filmá-lo de cima para baixo e recomendar ao fotógrafo um certo ângulo, um brilho no olhar que sugerisse ironia. Deu certo. Brando morria de rir e disse que Stanislavski teria se revirado na tumba com essa técnica.

Estado – É verdade que o sr. brigou com Marlon Brando nas filmagens?
Pontecorvo – Um dia ele esqueceu os diálogos e fiquei enfurecido. Perguntei como isso podia acontecer a um ator como ele. Ele se sentou e disse: “Gillo, já fiz um monte de filmes, mas ainda fico nervoso a cada vez que uma câmera me focaliza”. Em seguida, recitou todo o diálogo, sem uma falha. Mas na frente da câmera, travava.

Related Posts with Thumbnails

ARQUIVO

NUVEM DE TAGS

#naovaitercopa 12 anos de escravidão 16 de abril 1929 1968 1984 1ª Guerra Mundial 1º de maio 2ª Guerra Mundial 3º mandato 6º Congresso Nacional do PT 7 de setembro A Barca do Sol A Internacional A Marselhesa A Tribuna da Imprensa A Verdade Sufocada Abel Ferrara Abílio Diniz Abin aborto Abradic Abraham Lincoln Abreu Sodré abstenção aburguesamento abuso de autoridade abuso de poder abuso de poder econômico Academia de Agulhas Negras ACM Acnur acordão acordão salva-políticos Acordo de Paris Adail Ivan de Lemos Adalto Alves Adam Smith Adhemar de Barros Adib Jatene Adidas administração de crises Adolf Eichmann Adolf Hitler Adoniran Barbosa Adriana Tanese Nogueira Adriano Diogo Aécio Neves Aedes aegypti AES Eletropaulo Afeganistão Afonsinho Africa Africa do Sul África do Sul Agatha Christie Agência Estado Agenda Brasil agio agiotagem agiotas Agnelo Queiroz agnotologia Agora São Paulo Agostinho dos Santos agronegócio agrotóxicos AGU AI-5 aiatolá Khomeini AIG ajuste fiscal ajuste recessivo Al Capone Al Pacino Al Qaeda Aladino Félix Alain Delon Alain Prost Alain Resnais Alain Tanner Alan Parker Albert Camus Albert Einstein Albert Speer Alberto Dines Alberto Fujimori Alberto Goldman Alberto Helena Jr. Alberto Piovesan Alberto Torregiani Alberto Youssef Alceu Valença Alcides Gerardi Alcione Aldemir Bendine Aldo Moro Aldo Rebello Aldo Rebelo Aldous Huxley Aleister Crowley Além da Imaginação Alemanha alerta Alex Silveira Alexander Soljenítsin Alexandre de Moraes Alexandre Dumas Alexandre Frota Alexandre Magno Alexandre Nardoni Alexandre Padilha Alexandre Tombini Alexandre Vannuchi Leme Alexandrino Alencar Alexis de Tocqueville Alexis Tsipras Alfredo Sirkis Alfredo Stroessner Ali Kamel Alice Cooper Almeida Garrett Almir Ribeiro ALN Aloízio Mercadante Aloysio Nunes alterações climáticas Aluízio Palmar Alvarenga e Ranchinho Alvaro Dias Alvaro Uribe Amaral Netto Américo Fontenelle Amicus Ana Corbisier Ana Helena Tavares Ana Luíza Anai Caproni anarquismo Anatoly Karpov Anderson Silva Andre Agassi André Esteves André Lara Resende André Mauro Andre Ristum André Singer Andrea Matarazzo Andrea Neves Andrea Pirlo Andrei Konchalovsky Andrés Iniesta Andrés Sanchez Andy Murray Andy Warhol Angel Parra Ângela Maria Angela Merkel Angelo Longaretti Angra Anibal Barca anistia Anistia Internacional Anita Garibaldi Anita Leocadia Aniz Abraão David Annie Girardot ano novo Anões do Orçamento anos de chumbo Ansa Anselm Jappe Anselmo Duarte Anthony Garotinho Anthony Hopkins Anthony Quinn Antoine Lavoisier Antonio Cabrera Antonio Claudio Mariz de Oliveira Antônio Conselheiro Antonio De Salvo Antonio Ferreira Pinto Antonio Gades Antonio Gramsci Antônio Nássara Antonio Negri Antonio Nogueira da Silva Filho Antonio Palocci Antonio Patriota Antônio Prado Antonio Prestes de Paula Antônio Ribas Antonio Roberto Espinosa Antônio Roberto Espinosa Antuerpio Pettersen Filho Ao Pé do Muro Aparício Torelly apartheid apartheid social APCF apedrejamento Apeoesp Apocalypse Now Apollo Natali Apolônio de Carvalho aposentadoria aquecimento global Arábia Saudita Araguaia arapongas arbitrio arbítrio Arembepe Arena Argentina Ariano Suassuna Aristides Baltas Aristóteles armamentismo Armand Assante Armando Monteiro armas químicas Arnaldo Bloch Arnaldo Dias Baptista Arnaldo Jabor Arrigo Barnabé arrocho fiscal arrocho recessivo Art Garfunkel artes marciais Arthur C. Clarke Arthur Chioro Arthur José Poerner Arthur Penn Arthur Soffiati Arthur Vannucci Ary Toledo asilo político Assembléia Constituinte Ássis Chateaubriand Assis Valente Atahaulpa Yupanqui atentado à liberdade de expressão atentado à liberdade de opinião atentado de Saravejo atentado do Riocentro atentado do WTC Átila Atlético Mineiro Augusto Boal Augusto Nunes Augusto Pinochet Auriluz Pires Siqueira automobilismo autoritarismo Ayres Britto Ayrton Senna Aziz Ab´Sáber B. B. King Baby Doc Duvalier Baden Powell bafômetro Baggio Baia dos Porcos bairro da Mooca bairro do Bixiga Bajonas Teixeira de Brito Jr. Baltasar Garzón Ban Ki-moon Banco Central Banco Santos bancos Banda de pau e corda Barack Obama Barão de Coubertin barbárie Barcelona barriga jornalística Bartolomeo Vanzetti Bartolomeu Lourenço de Gusmão Baruch Espinosa Bashar al-Assad basquete Batalha de Itararé Bateau Mouche Batman Baú do Celsão Bauru BBB BBC Brasil beagles Beatles Beatriz Kushnir bebê-diabo Beija-Flor de Niilópolis Bela Lugosi Belchior Ben Kingsley Benito Di Paula Benito Mussolini Benjamin Franklin Bento XVI Bernard Fresson Bernardo Bertolucci Bernardo Mello Franco Bernie Sanders Bertold Brecht Bertold Brecht besteirol Bete Mendes Beth Carvalho Betinho Betinho Duarte Beto Richa Bibi Andersson Bíblia bicicletas Biggs Bill Ayers Bill Clinton Billy Blanco Billy the Kid Billy Wilder bingos biodiversidade biografias não autorizadas Biro-Biro Bispo Fernandes Sardinha black blocs Black Friday blitzkrieg blogosfera blogue de resistência blogueiro blogues blogues governistas blues BNDES boate Kiss Bob Dylan Bobby Sands Bocage boimate bolchevismo Bolívia Bolsa Família bolsa-agronegócio bolsa-banqueiro bolsa-empresário Bom Senso FC bombas de fragmentação bombeiros boneco Pixuleco Boris Casoy Boris Karloff bossa nova Botafogo de Futebol e Regatas Bovespa boxe Bradesco Bradley Manning Bram Stoker Brasil Brasil 247 Brasil Colônia Brasil: Nunca Mais Breno Altman Brexit Brics Brigadas Vermelhas Brigitte Bardot Brilhante Ustra Bruce Lee Bruno Carazza dos Santos Bund Cabo Anselmo Cabo Bruno cabo Povorelli Cabral caça às bruxas Cacá Diegues Cacareco Cacaso Caco Caco Barcellos Caco Barcelos Caetano Veloso Caio Prado Jr. Caio Silva de Souza caixa 2 Caixa Econômica Federal Câmara Federal Camargo Corrêa Camboja Camili Cienfuegos Camões Campeonato Brasileiro Campo Salles câncer cangaço Cansei Cantata Santa Maria de Iquique Capinam capitalismo capitalismo de estado capitão Augusto Sampaio de Oliveira Capitão Guimarães Caravaggio Carl von Clausewitz Carla Jiménez Carlinhos Cachoeira Carlito Tevez Carlo Collodi Carlo Puerto Carlos Alberto Parreira Carlos Amarilla Carlos Brickmann Carlos Câmara Pestano Carlos Chagas Carlos Drummond de Andrade Carlos Eugênio da Paz Carlos Fernando dos Santos Lima Carlos Franklin da Paixão Araújo Carlos Franklin Paixão de Araújo Carlos Galhardo Carlos Gardel Carlos Giannazi Carlos Góes Carlos Heitor Cony Carlos Lacerda Carlos Lamarca Carlos Lungarzo Carlos Lyra Carlos Marighella Carlos Pitta Carlos Reichenbach Carlos Saura Carmen Lúcia Carmen Miranda Carnaval Carrefour Carta aos Brasileiros Carta Capital CartaCapital cartolagem cartunismo Carvalho Pinto Casa da Morte de Petrópolis casamento civil igualitário Caso Dreyfus Caso Ferreirinha Caso Isabella Caso Proconsult Caso Santo André cassação Cassius Marcellus Clay Castello Branco Castro Alves Catulo da Paixão Cearense Cauby Peixoto Cazuza CBF CBF. Fifa CCC CDDPH CDHM Cecília Meireles celibato Celso Amorim Celso Bandeira de Mello Celso Daniel Celso de Mello Celso Furtado Celso Luiz Pinho Celso Lungaretti Celso Pitta Celso Rocha de Barros Celso Russomanno celulares censura Cesar Benjamin César Roldão Vieira Cesare Battisti cesárea Cezar Peluso chacina de Ribeirão Pires chacinas Chael Charles Schreier Chapecoense charlatanismo Charles Bronson Charles Chibana Charles De Gaulle Charles Dickens Charles Elbrick Charles Gordon Charles Manson Charles Perrault Charles Schultz Charlie Chaplin Charlie Hebdo Chaves Che Guevara Chernobil Chico Anysio Chico Buarque Chico de Assis Chico Mendes Chico Whitaker chikungunya Chile China Chiquinha Gonzaga Chris Weidman Christian Fittipaldi Christine Lagarde Christopher Lee Chuck Berry Chung Mong-joon CIA Cícero Cícero Araújo ciclovias Cid Gomes Cidadão Kane cine Belas Artes Cinecittà cinema circuitos marginais Ciro Gomes Cisjordânia civilidade Clara Nunes classe média Claude Chabrol Claude Levy Strauss Claude Monet Claudia Cardinale Claudio Abramo Cláudio Antônio Guerra Claudio Carsughi Cláudio Humberto Claudio Julio Tognolli Cláudio Marques cláusula de barreira Clécio Luís Clint Eastwood Clive Barker Clóvis Rossi clube Hebraica Clube Militar CMI CNBB CNE CNI CNJ cobaias cobaias humanas colégios militares Colina Colômbia Colônia Cecília colonialismo Comissão da Verdade Comissão de Anistia Comissão de Direitos Humanos Comissão de Mortos e Desaparecidos Políticos complô Comuna de Paris Comunidades Eclesiais de Base comunismo comunismo primitivo Conan Doyle Conare Conceição Costa Neves Conceição Lemes conciliação de classes Condepe Congresso em Foco Congresso Nacional conspiração constrangimento ilegal consulta popular Conte Lopes contestação conto contos da carochinha contracultura convênios médicos Convergência Socialista convulsão social Coojornal Copa das Confederações Copa Davis Copa do Mundo Coréia do Norte Corinthians Cornel West Coronel Telhada Coronel Ubiratan coronelismo Correio da Manhã Correios corrupção Corte Interamericana de Direitos Humanos Cosa Nostra Costa Concordia Costa e Silva Costa-Gravas cotas raciais Cotonifício Crespi country music CPC da UNE CPEM CPI CPI da Petrobrás CPI do Cachoeira CPI dos Bingos CPMF crack cracolândia Cream Crefisa crime contra a humanidade crime do colarinho branco Criméia Almeida crimes de guerra crise da subprime crise dos mísseis cubanos crise hídrica Cristiano Machado Cristiano Ronaldo Cristina Hoyos Cristina Kirchner Cristovam Buarque Cristóvão Colombo crítica e autocrítica Crítica Radical crônica Cuba curandeirismo Curió CUT d. Agnelo Rossi D. Aloísio Lorscheider D. Flávio Cappio D. Helder Câmara D. Paulo Evaristo Arns D. Pedro Casaldáliga D. Pedro I D. Waldyr Calheiros Dª Solange Dagobah Dalmo Dallari Dalmo de Abreu Dallari Dalton Rosado Dalton Trumbo Damaris Lucena Damiano Damiani Dan Mitrione Daniel Cohn-Bendit Daniel Dantas Daniela Toledo de Prado Danilo Dante Alighieri Dante de Oliveira Danton Darcy Rodrigues Dario Argento Darlan Menezes Abrantes DataFolha David Carradine David Emanuel de Souza Coelho David Goodis David Lean David Lynch David Mamet David Nasser David Ricardo David Warner Dayane de Oliveira Dê ouro para o bem do Brasil Deborah Fabri Deborah Fabri. Michel Temer decapitação delação premiada Delcídio do Amaral Delfim Netto Deltan Dallagnol Delúbio Soares DEM Demétrio Magnoli democracia democracia burguesa Demônios da Garoa dengue Dennis Hopper Denys Arcand Deops deportação depressão econômica deputado João Alves Dércio Marques Dercy Gonçalves Desafia o nosso peito desastre ambiental desemprego desigualdade econômica desigualdade social deslizamentos desmilitarização do policiamento Desmond Tutu desobediência civil desordem despoluição do Tietê desqualificação Devanir de Carvalho Devra Davis Di Stéfano Dia da Consciência Negra Dia das Crianças Dia das Mães Dia dos Pais Dia Mundial do Rock Dias Toffoli Didi Diego Costa Diego Maradona Diego Simeone Dilma Dilma Rousseff dinheiro Dino Risi Dino Rizi Diógenes Carvalho Diogo Salles Direito à Memória e à Verdade direito ao trabalho direito de manifestação direitos civis direitos humanos direitos previdenciários direitos trabalhistas diretas-já Direto da Redação discriminação dissidentes cubanos distopia ditabranda ditadura ditadura argentina dívida pública Django Djavan doações empresariais DOI-Codi Dolores Duran Dolores Ibarruri Dom Luís Gastão de Orléans e Bragança domingo sangrento Domingos Dutra dominicanos Don Siegel dona Solange Donald Sutherland Donald Trump Donga Dorival Caymmi DPZ Duarte da Costa Duda Mendonça Dulce Maia Dunga Dustin Hoffman Dylan Thomas Eça de Queirós ECA-USP ECA/USP ecologia economia política Edemar Cid Ferreira Eder Jofre Edgar Allan Poe Edgard Leuenroth Edgard Rice Burroughs Edgardo Bauza Edifício Joelma Edinho Silva Edir Macedo Edison Lobão Editora Imprima Ednardo Ednardo D'Ávila Melo Edouard Bernstein Edson Fachin Edu Lobo Eduard Bernstein Eduardo Eduardo Alves da Costa Eduardo Azeredo Eduardo Campos Eduardo Cunha Eduardo Galeano Eduardo Gomes Eduardo Guimarães Eduardo Leite Eduardo Moniz Eduardo Rodrigues Vianna Eduardo Sabóia Eduardo Suplicy educação educação popular educação religiosa Edward Bernstein Edward Dmytryk Edward Snowden efeito estufa Egberto Gismonti Egito Eike Batista El País Elba Ramalho eleições eleições 1989 eleições 2010 Eleições 2012 eleições 2014 eleições 2016 eleições 2018 Eleonora de Lucena Eleonora Menicucci Eleonora Menicucci de Oliveira eletrochoques Eli Wallach Eliane Cantanhede Eliane Cantanhêde Eliane Cantenhêde Elias eliminatórias da Copa do Mundo de 2018 Elio Gaspari Elio Petri Élio Petri Eliot Ness Elis Regina Eliseu de Castro Leão Eliseu Padilha Elizabeth Lorenzotti Elizeth Cardoso Eloísa Samy Elomar Elvira Lobato Elvis Presley Elza Soares Em Tempo embargo econômico emenda fiscal Emerson Emerson Fittipaldi emigrantes Emilio Estevez Emílio Médici Emir Sader empreiteira OAS empreiteiras Enéas Carneiro Eneida Ennio Morricone Enrico Fermi ensino entropia entulho autoritário Enzo G. Castellari Enzo Peri episódio algoz e vítima Epoca Equador Erasmo Carlos Eremias Delizoicov Eric Burdon Eric Clapton Eric Hobsbawn Ernest Hemingway Ernesto Geisel Ernesto Laclau Ernst Jünger escândalo Proconsult Escola Base escolas-padrão escracho escravidão escutas telefônicas Esopo Espanha espionagem espiritismo Espírito Santo ESPN espontaneísmo esportes Esquadrão da Morte esquerda petista esquerda zeladora estado estado de bem estar social Estado Islâmico Estado Novo estado policial Estados Unidos estatolatria Estatuto da Criança e do Adolescentes Estatuto do Idoso estelionato estelionato eleitoral Estevam Hernandes estigmatização ETA etanol Ethel Rosenberg Étienne La Boétie Ettore Scola EUA Eugène Delacroix Eugênio Aragão Eugênio Bucci Eugênio Gudin Eurico Gaspar Dutra Eurípedes eutanásia Evander Holyfield Everardo Dias Evo Morales ex-presos políticos excomunhão execuções Exército exploração da fé extradição Ezequiel Neves F-1 Fabiana Leibl Fabiano Silveira Fábio Almeida Fábio Hideki Harano Fábio Konder Comparato Fábio Raposo Fábio Seixas Fabrício Chaves fábulas Facebook Falha de S. Paulo falha técnica falta d'água fanatismo fanatismo religioso Fantástico Farc fascismo Fausto De Sanctis Fausto Silva favela favelização FBI Febeapa Febraban Federico Fellini Federico Garcia Lorca Felipão Felipe Massa feminismo Ferenc Puskás Fernando Alonso Fernando Baiano Fernando Barreto Fernando Canzian Fernando Claro Fernando Collor Fernando de Barros e Silva Fernando Dutra Pinto Fernando Gabeira Fernando Haddad Fernando Henrique Cardoso Fernando Henrique da Silva Fernando Holiday Fernando Lugo Fernando Meligeni Fernando Pessoa Fernando Pimentel Fernando Rodrigues Ferreira Gullar festas juninas festivais da Record feudalismo FHC FIC Fidel Castro Fiesp Fiesta Fifa Filinto Muller Fillinto Muller filmes para ver no blogue filósofo Sócrates fim do fator previdenciário fim dos jornais impressos Financial Times Fino da Bossa Fiodor Dostoievski flamenco Flamengo Florestan Fernandes flotilha Fluminense FMI Folha de S. Paulo Fome Zero Força Expedicionária Brasileira Força Pública Força Sindical forma-valor Foro de São Paulo Fortaleza Fórum Econômico Mundial Fórum Paulista de Desenvolvimento Fórum Social Mundial França Francenildo Costa Francenildo dos Santos Francesco Schettino Francis Ford Coppola Francis Fukuyama Francis Hime Francisco de Oliveira Francisco Foot Hardman Francisco Franco Francisco Rocha Franco Montoro Franco Nero Franco Zefirelli François Hollande François Mitterrand François Truffaut Frank Zappa Franklin Delano Roosevelt Franklin Martins Franklin Maxado Franz Kafka fraude eleitoral Fred Vargas Fred Zinneman Freddie Francis Freddie Perdigão Frei Betto Frei Caneca frei Tito Frenke Petry Frente Parlamentar Friedrich Engeles Friedrich Engels Friedrich Nietzche Fritz Lang Fukushima Fukuyama Fulgêncio Batista Fundação João Mangabeira Fundação Perseu Abramo fundamentalismo religioso fundos de pensão futebol G20 gabinete de crise Gabriel Chalita Gabriel Chalitam Gal Costa Galileu Galvão Bueno Gamal Abdel Nasser ganchos garis Garrincha Garry Kasparov Gary Cooper gastança Gastone Righi gastos militares Gato Barbieri gays Gaza Geddel Vieira Lima Geert Wilders Gene Hackman General Maynard Gengis Khan genocídio George Bush George C. Scott George Foreman George Harrison George Hilton George Kennan George Orwell George Romero George Roy Hill George Santayana George Simenon George Soros George W. Bush Georges Braque Georges Danton Georges Wolinski geração 68 geração de empregos Geração Maldita Geraldo Alckmin Geraldo Azevedo Geraldo Del Rey Geraldo Vandré Gerard Depardieu Gerard Piqué Gerhard Berger Germanine Greer Gerson de Oliveira Nunes Gerson Theodoro de Oliveira Getúlio Vargas Ghiggia Gian-Maria Volonté Gianfrancesco Guarnieri Gianluigi Buffon Gilberto Carvalho Gilberto Dimenstein Gilberto Freyre Gilberto Gil Gilberto Kassab Gilberto Maringoni Gilles Lapouge Gillo Pontecorvo Gilmar dos Santos Neves Gilmar Mendes Gilmar Rinaldi Gilson Dipp Gilson Theodoro de Oliveira Giocondo Dias Giordano Bruno Giorgio Napolitano Giuliana Vallone Giuliano Genna Giuliano Montaldo Giuseppe Garibaldi Giuseppe Lampedusa Gladiadores do Alter Glauber Rocha Glauber Braga Glauber Rocha Gleisi Hoffmann Glória Kreinz Goethe Gol Golbery do Couto Silva Goldstone goleiro Aranha goleiro Barbosa goleiro Bruno golpe de 1964 golpe de 1964 x 50 anos golpismo Gonzaguinha Google Goubery do Couto e Silva governo de união nacional Graças Foster Grace Mendonça Graciliano Ramos Graham Greene grampos Grande Otelo grandes tragédias Grécia Greenpeace Greg Lake Gregório Bezerra Gregório de Matos Gregório de Mattos Gregório Duvivier Gregório Fortunato Gregory Peck greve de fome greve de osasco greve geral greve geral de 1917 Grigori Zinoviev gripe suína Grundisse Grupo Guararapes Grupo Krisis Grupo Oficina Grupo Pão de Açúcar Grupo Rumo Guantánamo Guarda Civil guerra civil guerra da lagosta guerra do Vietnã guerrilha do Araguaia guerrilha do Vale do Ribeira guerrilha na internet guerrilha urbana Gueto de Gaza Gueto de Varsóvia Guido Mantega Guilherme Boulos Guilherme de Almeida Guilherme Duvivier Guilherme Fariñas Guimarães Rosa Guiné Equatorial Gustav Franz Wagner Guy Corneau Guy Debord H. G. Wells H. P. Lovecraft habitação hackers Hamas Hamilton Almeida Hammer Hannah Arendt Hans Christian Andersen Haroldo Lobo Harry Shibata Harry Truman Hector Babenco Hegel Heitor dos Prazeres Heitor Villa-Lobos Helder Barbalho Helena de Lima Heleny Guariba Hélio Bicudo Hélio Rubens de Arruda e Miranda Hélio Schwartsman Hélio Vannucci Heloísa Helena Helvio Soto Henfil Henning Boilesen Henning Mankell Henri-Georges Clouzot Henrique Alves Henrique Lott Henrique Meirelles Henrique Pinto Henrique Pizzolatto Henry David Thoreau Henry Fonda Henry Ford Henry Sobel Hephzibah Anderson Heraldo Pereira Herbert Marcuse Herivelton Martins Herman Benjamin Herman Voorwal Herman Voorwald Hermann Goering Hermeto Pascoal Hermínio Linhares Hermínio Sacchetta Hervê Cordovil high school Hildegard Angel Hillary Clinton Hino da Independência Hino Nacional Brasileiro hiperinflação alemã Hipócrates Hiroshima História Holanda Hollywood Holocausto homem novo Homero homofobia homossexualismo Honduras Horacio Cartes horóscopo Hosni Mubarak Hosny Mubarak Hugo Carvana Hugo Chávez Human Rights Watch Humberto Costa humor Ian Fleming Iara Iavelberg IBGE Ibrahim Sued Ideli Salvatti IFMS Igor Fuser Igor Gielow Igor Tamasauskas Igreja Católica Igreja Renascer Igreja Universal iHarry Berger imagem imigração italiana imigrantes IML Immanuel Kant Imola impeachment impeacment impedimento imperador Nero imperialismo Império Romano imprensa in memorian Inconfidência Mineira incontinência verbal indenizações independência argelina Índia indignados Indio da Costa Indonésia indulto indústria bélica indústria cultural Inês Etienne Romeu inflação Inglaterra Ingmar Bergman Inquisição Instituto Lula Instituto Royal insubmissão militar Intentona Comunista Internacional Socialista internacionalismo revolucionário internet Interpol intolerância intolerância religiosa inundações invasão da Baía dos Porcos IPCC Irã Iraque Irmãos Grimm Irmãos Wright Isa Grinspum Ferraz Isaac Asimov Isaac Bashevis Singer Isaac Deutscher Isabel Fleck Ismar C. de Souza Isobel Goudie Israel IstoÉ Istvan Mészáros István Mészáros Itália Itamar Assumpção Itamar Franco Itamaraty Itaú Ivan Lendl Ivan lessa ivan Lins Ivan Pinheiro Ivan Rebloff Ivan Sartori Ivan Seixas Ivan Valente Ives Gandra Filho Ives Gandra Martins Ivo Herzog Ivo Sartori J. Edgar Hoover jabaculê Jack Arnold Jack Nicholson Jacob Gorender jacobinismo Jacqueline Myrna Jacqueline Onassis Jacques Brel Jader Barbalho Jadson Jaguar Jair Bolsonaro Jair Rodrigues Jairo Ferreira Jairzinho James Bond James Braddock James Coburn James Dean James Joyce James Stuart Mill James Wright Jandira Feghali Jane Fonda Jânio de Freitas Jânio Quadros Janis Joplin Jaques Wagner Jarbas Passarinho Jardel Filho Jards Macalé Jari José Evangelista Jason Robards JBS Jean Cocteau Jean Gabin Jean Wyllys Jean-Jacques Annaud Jean-Jacques Rousseau Jean-Louis Trintignant Jean-Luc Godard Jean-Paul Belmondo Jean-Paul Sartre Jean-Pierre Melville Jefferson Airplane jeitinho brasileiro Jerzy Kosinski Jesse Owens Jessé Souza jesuítas Jesus Christ Superstar Jesus Cristo Jethro Tull jihadismo Jim Capaldi Jim Morrison Jimi Hendrix Jimmy Carter Jimmy Connors Jirau Jo Cox Joachim Low Joan Baez Joan Manuel Serrat João Amazonas João Baptista Figueiredo João Bosco João Cabral do Melo Neto João Dantas João Dias João Dória Jr. João Gilberto João Goulart João Grandino Rodas João Havelange João Otávio de Noronha João Paulo Cunha João Pedro Stedile João Pereira Coutinho João Pessoa João Saldanha João Santana João Vaccari Neto Joaquim Barbosa Joaquim Câmara Ferreira Joaquim Cerveira Joaquim Levy Joaquim Nabuco Joaquim Seixas Joaquim Silvério dos Reis Joaquin Pérez Becerra Joe Cocker Joe Frazier Joe Hill Joe Louis Joel Rennó Joelmir Beting Joesle Batista Joesley Batista Jogos Panamericanos Johan Cruyff John Carpenter John Carradine John Ford John Frankenheimer John Huston John Kennedy John Kenneth Galbraith John Lennon John Maynard Keynes John Mc Cain John Milton John Steinbeck John Wayne Joice Hasselmann Joice Lima Jon Bon Jovi Jonathan Swift Jorge Amado Jorge Ben Jorge Jose Fernandez Jorge Kajuru Jorge Mautner Jorge Sampaoli Jorge Semprún Jornal da Tarde Jornal do Brasil Jornal dos Jornais Jornal Nacional jornal ROL jornalismo jornalismo de esgoto José Alencar José Anibal José Antonio Nogueira Belham José Arbex Jr. José Caldas da Costa José Carlos Barreto José Carlos Bumlai José Eduardo Cardozo José Ely de Miranda José Fábio Rodrigues Maciel José Genoíno Jose Giovanni José Goldemberg José Ismael Pedrosa José Janene José Lavecchia José Lewgoy José Luís Del Roio José Maria Eymael José Maria Marin José Marques de Melo Jose Marti José Marti José Martinez José Milbs José Mourinho José Mujica José Osório de Azevedo Jr. José Padilha José Raimundo da Costa José Roberto Arruda José Roberto Malia José Roberto Mendonça de Barros José Ronaldo Tavares de Lira e Silva José Sarney José Sérgio Gabrielli José Serra José Tóffoli José Wellington Diógenes José Wilker José Zaragoza Joseba Gotzon Josef Mengele Josef Stalin Joseita Ustra Joseph Blatter Joseph Goebbels Joseph McCarthy Joseph Stalin Josias de Souza Josué de Castro Jovem Pan Joyce Juan Goytisolo Juan Manuel Fangio Juarez Guimarães de Brito Juca Chaves Juca Kfouri Judas Iscariotes Judiciário juiz Sérgio Moro juizados de pequenas causas Jules Bianchi julgamento de Nuremberg Julian Assange Juliana Lungaretti Júlio Cesar Júlio Lancelotti Julius Martov Julius Rosenberg Juscelino Kubitschek Justiça justiça social Juventude Hitlerista kardecismo Karl Kautsky Karl Leibknecht Karl Marx Kátia Abreu Keith Carradine Kevin Khader Adnan kibutz Kim Jong-il Kim Kataguiri King Crimson Kirk Douglas kit gay Klaus Kinski Kris Kristoferson Ladislau Dowbor Laerte Braga laicidade do Estado Lake and Palmer Lamartine Babo Lampião Landell de Moura las locas de la plaza de mayo Latam Laudo Natel Laura Hernandez Norambuena Laura Lungaretti lavagem cerebral lavagem de dinheiro lavoura cafeeira Lawrence da Arábia Lázaro LDO Leandro Colon Leandro Fortes Leci Brandão Lecy Brandão Lee J. Cobb Lee Majors Lee Van Cleef Legião Urbana Lehman Brothers Lei Antiterrorismo Lei Áurea Lei da Anistia Lei da Ficha Limpa Lei da Mordaça Lei de Abuso de Autoridade Lei Falcão Lei Rouanet Lei Seca Lênin Lennox Lewis Léo Pinheiro Leo Szilard Leon Russell Leon Tolstoi Leon Trotsky Leonard Cohen Leonardo Boff Leonardo da Vinci Leonardo Sakamoto Leonel Brizola Leonel Mello Leônidas de Esparta Leônidas Pires Gonçalves Leopoldo Paulino LER-QI Lev Kamenev Levy Fidélix Lewis Carroll LGBT Libelu liberdade de expressão Líbia Lidu Lilian Celiberti Lima Duarte limpeza Lina Wertmüller linchamento Lindbergh Farias Lino Ventura Lionel Jospin Lionel Messi lista negra literatura literatura infantil literatura infanto-juvenil Little Richard Livro dos Heróis da Pátria Lobão Loreena McKennitt Los Hermanos loterias Louis Malle Lourenço Diaféria LSN Luc Ferry Lúcia Coelho Luciana Genro Lúcio Flávio Vylar Lirio Lúcio Funaro Lucky Luciano Lufthansa Luigi Magni Luis Advis Luís Alberto de Abreu Luis Buñuel Luís Carlos Trabuco Luís Cláudio Lula da Silva Luís Favre Luís Francisco Carvalho Filho Luís Inácio Adams Luís Nassif Luís Roberto Barroso Luis Vicente León Luiz Antonio Fleury Filho Luiz Antonio Marrey Luiz Aparecido Luiz Carlos Azenha Luiz Carlos Maciel Luiz Carlos Prestes Luiz Eduardo Greenhalgh Luiz Eduardo Merlino Luiz Eduardo Rocha Paiva Luiz Eduardo Soares Luiz Felipe Lampreia Luiz Flávio D'Urso Luiz Fux Luiz Gonzaga Luiz Gonzaga Belluzzo Luiz Gushiken Luiz Maklouf Luiz Ruffato Luiz Suarez Luiz Vieira Luíza Erundina Lula Lula-lá luta armada luta de classes Lyda Monteiro da Silva Lyndon Johnson macartismo Machado de Assis maconha Madre Teresa de Calcutá Mafalda Vannucci Lungaretti Mafia máfia dos ingressos Magalhães Pinto Mahatama Gandhi Mahatma Gandhi Mahmoud Ahmadinejad maioridade penal Mais Mais Médicos Major Curió Malcom X Manfrini manifestações de protesto Manifesto do Partido Comunista Mano Menezes Manoel Henrique Ferreira Manuel Fiel Filho Manuel Henrique Ferreira Manuel Zelaya Manuela D'Avila Mao Tsé-Tung Mappin maracanazo maracutaia Maradona Maranhão Marçal Mendes Marcel Camus Marcel Duchamp Marcello Mastroianni Marcelo Coelho Marcelo Crivella Marcelo Freixo Marcelo Odebrecht Marcelo Paiva Marcelo Roque Marcha da Família Marcha da Maconha Marcha das Vadias Márcio Holland Márcio Leite de Toledo Márcio Moreira Alves Marcio Pochmann Márcio Thomaz Bastos Marco Antonio Villa Marco Antonio Zago Marco Archer Marco Aurélio Garcia Marco Aurélio Mello Marco Brutus Marco Feliciano Marco Polo Del Nero Marconi Marcos Augusto Gonçalves Marcos Feliciano Marcos Lisboa Marcos Mariano Marcos Nunes Filho Marcos Troyjo Marcos Valério Marcos Wilson Lemos Marcus André Melo Marcus Willis Marechal Erwin Rommel Marechal Tito Margaret Thatcher Margareth Thatcher Margarethe von Trotta Maria a Louca Maria Alice Setubal Maria Amélia Teles Maria Antonieta Maria Bethânia Maria das Graças Lima Maria de Lourdes Rollemberg Mollo Maria do Carmo Brito Maria do Rosário Maria Esther Bueno Maria Izabel Azevedo Noronha Maria Lúcia Fattorelli Maria Luíza Fontenele Maria Odette Maria Schneider Maria Vitória Benevides Mariel Mariscot Marília Medalha Mariluz Pereira Jorge Marilyn Monroe Marina Silva Marine Le Pen Marinha Mário Alves Mario Amato Mário Amato Mário Covas Mário de Freitas Mário Faustino Mário Gobbi Mário Lima Mário Magalhães Mário Marsillac Mario Monicelli Mário Sérgio Conti Mário Sérgio Pontes de Paiva Mário Soares Mário Thomaz Bastos Mario Vargas Llosa Marisa Letícia Marisa Monte Mark Twain Marlon Alberto Weichert Marlon Brando Marquês de Maricá Marta Suplicy Martin Luther King Martin Ritt Martin Scorcese Martin Sheen Marvel Comics Marx marxismo Mary Shelley Marzieh Vafamehr massacre de My Lay massacre do Carandiru Massafumi Yoshinaga matança em Manaus Mateus Ferreira da Silva Matheus Baraldi Magnani Maurice Plas Maurício Costa Maurício do Valle Mauricio Hernandez Norambuena Maurício Kubrusly Mauricio Macri Mauro Iasi Mauro Marcondes Mauro Santayana Max Bauer Max Horkheimer Max Von Sidow Maximilian Robespierre Maysa Matarazzo MBL MDB Medalha Brigadeiro Tobias Medalha do Pacificador medicina medicina mercantilizada médicos cubanos medievalismo mega-sena Megaupload Mem de Sá Memorial da Resistência Memórias de uma guerra suja Mendonça Filho Meneghetti Menon mensalão mensalão. Michelle Bachelet mercantilização Mercosul Michael Burawoy Michael Jackson Michael Schumacher Michael Winner Michel Foucalt Michel Platini Michel Temer Michel Temer; STF Michelangelo Antonioni Michelangelo Buonarroti Michelle Bachelet Mick Tyson microcefalia Mídia Sem Máscara migrantes Miguel Arraes Miguel Jorge Miguel Urbano Rodrigues Mike Tyson Mikhail Bakunin milagre brasileiro militarismo Millôr Fernandes Milton Friedman Milton Nascimento Milton Neves miniconto Ministério dos Esportes ministérios Mino Carta miséria missão mísseis cubanos Missões Bolivarianas mitologia MMA MMDC Moçambique modernidade Modesto Carvalhosa Moisés Naim Molina Dias monarquia Mônica Bergamo Monica Lewinsky Mônica Moura Mônica Veloso monolitismo monopólio da comunicação monopolização Monteiro Lobato Monty Python Monza Moody Blues moral revolucionária Moreira da Silva Morro da Providência mortos e desaparecidos Políticos motos Movimento movimento estudantil movimento hippie movimento negro Movimento Negro Unificado movimento operário Movimento Passe Livre Movimento por uma Alternativa Independente e Socialista movimento secundarista Moysés Pinto Neto MPB MR-8 MRT MST MTST Muammar Gaddafi Muddy Waters Muhammad Ali Mundial de 1950 Mundial de 2014 Mundial de 2018 Mundial de Clubes da Fifa Mundial Fifa de 1958 Mundial Fifa de 1962 Mundial Fifa de 1966 Mundial Fifa de 1970 Mundial Fifa de 2010 Mundial Fifa de 2014 Mundial Fifa de 2018 Muricy Ramalho muro de Berlim muro de Berlin música Músicos e canções que iluminaram a minha vida nacional desenvolvimentismo nacional-desenvolvimentismo nacionalismo Nagasaki Naji Nahas Naná Vasconcelos Napoleão Bonaparte Napoleão Maia Nara Leão Nasser Nat King Cole Natal Natan Donadon Nathan Rothschield naufrágio da fragata Medusa Náufrago da Utopia nazismo Neil Ferreira Neil Young Nelsinho Piquet Nelson Barbosa Nelson Gonçalves Nelson Guimarães Machado da Silva Nelson Jobim Nelson Mandela Nelson Piquet Nelson Rodrigues neo-pentecostais neo-realismo italiano neofascismo neoliberalismo Nestor Cerveró Nestor Kirchner Neusah Cerveira Newton Cruz Newton Rodrigues Neymar Nicola Sacco Nicolas de Chamfort Nicolas Maduro Nicolas Sarkozy Nicolau 2º Nicolau Maquiavel Nigel Forage Nike Nikita Kruschev Nikolai Bukharin Nilma Gomes Nilton Santos Nino Manfredi Nise da Silveira Nizan Guanaes No Nukes Noam Chomsky Noam Chosmky Noel Rosa Norbert Hofer Norberto Bobbio Norma Bengell Norman Jewison Norman Mailer Norman O. Brown Noruega Nosso Tempo Notícias Populares nouvelle vague nova esquerda Nova República Nova York Novak Djokovic NSA O Capital O caso dos dez negrinhos O Dia Seguinte O Direito de Nascer O Estado de S. Paulo O Globo O Gobo O Pasquim O Rebate O Vampiro de Dusseldorf OAB Oban Obdulio Varela Observatório da Imprensa Occupy Occupy Walt Street Octavio Frias de Oliveira ocupação ocupação da reitoria Odebrecht Odete Lara Odete Moro Odilon Guedes OEA Olavo Bilac Olavo de Carvalho Olavo Hanssen Olavo Setubal Olga Benário Olimpíadas Olimpíadas de 1936 Olímpio Mourão Filho Olinda Olívia Byington Olivier Clerc Olívio Dutra Olympio Mourão Filho ombudsman onda conservadora Onofre Pinto ONU Opera Mundi Operação Bandeirantes Operação Boca Livre Operação Condor Operação Greenfield Operação Hashtag Operação Lava-Jato Operação Mãos Limpas Operação Satiagraha Operação Timóteo Opinião Opportunity Opus Dei Orestes Quercia Organizações Globo Orlando Lovecchio Filho Orlando Silva Orlando Yorio Orlando Zapata Orquestra Armorial Orson Welles os cinco de Cambridge Os Miseráveis Os Mutantes Os Trapalhões Os Três Patetas Osama Bin Laden OSB Oscar Oscar Niemeyer Oscar Schmidt Oscar Wilde Oscarito Osmar José Serraglio Osmar Santos Osmir Nunes Osny Silva ossadas de Perus Osvaldo Peralva Otávio Frias Filho Otávio Mesquita Othman Abu Sabha Othon Bastos Otto Maria Carpeaux Otto von Bismarck Pablo Escobar Pablo Picasso Pacto Hitler-Stalin Padre Antônio Vieira país basco palestinos Palmares Palmeiras Pan 2015 Panteras Negras Pão de Açúcar Paolo Rossi Paolo Taviani papa Bento XVI Papa Doc Duvalier papa Francisco papa João Paulo II papa Paulo VI Papa Pio XII Paquistão Paraguai Paraná parasitismo Paris Parlamento Europeu parto humanizado parto normal Páscoa passagens aéreas Passe Livre passeata dos 100 mil pastor Feliciano Pastoral da Terra Pat Garrett Patrick Mariano Paul Cèzzane Paul Krugman Paul McCartney Paul Newman Paul Simon Paul Singer Paul Verhoeven Pauline Réage Paulinho da Força Paulinho da Viola Paulo Abrão Paulo André Paulo Arantes Paulo Autran Paulo César Peréio Paulo Cesar Pinheiro Paulo César Pinheiro Paulo César Saraceni Paulo Coelho Paulo de Tarso Venceslau Paulo Egydio Martins Paulo Francis Paulo Freire Paulo Henrique Amorim Paulo Henrique Ganso Paulo Henrique Porto de Oliveira Paulo Lacerda Paulo Machado de Carvalho Paulo Malhães Paulo Maluf Paulo Paim Paulo Pimenta Paulo Rabello de Castro Paulo Roberto Costa Paulo Sérgio Pinheiro Paulo Skaf Paulo Soledad Paulo Teixeira Paulo Thiago Paulo Vannuchi Paulo Vanzolini PC Farias PCB PCBR PCC PCdoB PCF PCI PCO PDS PDT PEC 241 PEC 51/2013 PEC 55 peculato pedaladas fiscais pedofilia pedreiro Amarildo Pedro Cardoso da Costa Pedro Corrêa Pedro Del Picchia Pedro Franco de Campos Pedro Moreira Salles Pedro Paulo Barrientos Pedro Pomar Peitolina Pelé pena de morte Pep Guardiola Percival de Souza Péricles Maranhão perseguição religiosa perseguidos políticos Perseu Abramo Pérsio Arida Pete Sampras Pete Townshend Peter Cushing Peter Finch Peter Fonda Peter Frampton Peter Lorre Peter Mair Peter O'Toole Peter Sellers Peter Sinfeld Petrarca Petrobrás petrolão petróleo PF PFL PGR Philip K. Dick PIB Pier-Paolo Pasolini Pierre-Joseph Proudhon Pietro Mutti Pimenta Neves Pinheirinho Pink Floyd pintura Pio XII Pixinguinha PL 2.960 PL 499/2013 Plano Cohen Plano Real planos de saúde Platão Playboy Playmen Plínio Corrêa de Oliveira Plinio de Arruda Sampaio Plínio de Arruda Sampaio Plínio Marcos Plínio Salgado PM PMDB PNDH-3 PNE pobreza POC Podemos Poder Negro podologia poesia poesias Pol Pot Pol-Pot polícia assassina Polícia Federal política brasileira politicamente correto poluição Pôncio Pilatos populismo porca assassina Porfírio Diaz Porfirio Lobo porto de Mariel Portugal Portuguesa de Desportos pós-verdade Powers Boothe PP PR PRC pré-sal preconceito Premeditando o Breque Prêmio Nobel de Literatura presidenta Preta Gil Previdência Social Primavera Árabe Primavera de Paris Primavera de Praga privataria privatizações Procon procurações forjadas Procure Saber professores Projeto Proteger Pronatec propaganda enganosa propinoduto proposta de emenda constitucional Protógenes Queiroz Proudhon PSB PSD PSDB psicanálise psicologia PSOL PSTU PT PTB publicidade PUC pugilistas cubanos pulseiras do sexo punições PV quatro de Salvador queda da Bastilha Queen Quentin Tarantino Quilapayun Quilapayún quilombolas Quino R. R. Tolkien racionamento de água racismo Rafael Braga Vieira Rafael Correa Rafael Correia Rafael Nadal Rafael Trujillo Rafaela Silva Raí Raices de America Raíces de America Raimundo Fagner rainha da Inglaterra Rajendra Kumar Pachauri Ramon Mercader Ramona Matos Rodriguez Randolfe Rodrigues Raquel Landim Raquel Rolnik Raul Amaro Nin Ferreira Raul Castro Raul Salles Raul Seixas Ray Bradbury Ray Charles Raymundo Araujo Raymundo Faoro RDD Real Madrid realities shows recall Receita Federal Recep Tayyip Erdogan recessão Red Por Ti America Rede Globo redução da jornada de trabalho referendo referendo revogatório reforma da Previdência reforma ministerial reforma trabalhista reformas constitucionais reformas de base reformismo refugiados refugio refúgio refundação da esquerda refundação do PT Reginaldo Faria Reginaldo Leme Regis Debray regulação da mídia Reinaldo Azevedo Reino Unido Reinold Stephanes religião Renan Calheiros Renato Augusto Renato Consorte Renato Duque Renato Mrtinelli René Clair renúncia reparações repressão República de Salò República de Weimar resistência retirantes retroativo reverendo Moon revista Música revista Piauí revolta árabe revolução revolução bolivariana Revolução Constitucionalista revolução cubana Revolução dos Cravos Revolução Francesa revolução internacional Revolução Soviética Reynaldo Bignone Reynaldo Lungaretti Reza Aslan rhythm and blues Riane Mnochkine Ricardo Amaral Ricardo Balthazar Ricardo Barros Ricardo de Aquino Ricardo Kotscho Ricardo Lewandowski Ricardo Melo Ricardo Teixeira Riccardo Cucciolla Richard Attenborough Richard Burton Richard Matheson Richard Nixon Richard Widmark Riddick Bowe Ridley Scott Ringo Starr Rio 16 Rio 2016 Rio de Janeiro Rio-2016 Rivelino Rivellino River Plate Robert A. Heinlein Robert Altman Robert Crumb Robert De Niro Robert Duvall Robert Fripp Robert Graves Robert Kennedy Robert Kurz Robert Louis Stevenson Robert McNamara Robert Silverberg Roberto Campos Roberto Carlos Roberto Civita Roberto Gurgel Roberto Jefferson Roberto Landell de Moura Roberto Macarini Roberto Micheletti Roberto Requião Roberto Romano Roberto Santos Roberto Setúbal Roberto Teixeira Robin Williams robotização rock Rod Serling Rodrigo Constantino Rodrigo Gularte Rodrigo Janot Rodrigo Maia Rodrigo Rocha Loures Rodrigo Vianna Roger Abdelmassih Roger Corman Roger Federer Roger Molina Roger Pinto Roger Vadim Roger Waters Rogério Ceni Rogério Duprat Rogério Gentile Rogério Micale Rogério Sganzerla rolezinhos Rolling Stones Roman Polanski Romarinho Romário Romero Jucá Romeu Tuma Ronald Biggs Ronald Reagan Ronaldinho Ronaldinho Gaúcho Ronaldo Caiado Ronaldo Cunha Lima Ronaldo Fenômeno Rosa Luxemburgo Rosa Weber Roseana Sarney Rosi Campos Roswitha Scholz Rota Roy Ward Baker RP Rubem Biáfora Rubens Ewald Filho Rubens Lemos Rubens Motta Filho Rubens Paiva Rubens Valente Rubin Carter Rui Castro Rui Falcão Rui Martins Rui Pimenta Rutger Hauer Ruy Castro Ruy Guerra Ryke Geerd Hamer S&P Sá de Miranda Sabesp Sabóia Saddam Hussein Sakineh salário-mínimo Salvador Allende Sam Peckinpah Sam Raimi Samarco samba Sampa Samuel Fuller Samuel Pessôa Samuel Wainer San Tiago Dantas Sandra Gomide Sandy Santa Maria Santana Santiago Andrade Santiago Ilídio Andrade Santo Dias Santos Dumont Santos F.C. São Francisco São Francisco de Assis São Paulo São Paulo Futebol Clube São Tiago Dantas Sarah Palin Sargento Kondo satanização Satoru Nakajima sci-fi Sean Connery Sean Goldman sebastianismo Sebastião Caixeta Sébastien Japrisot Secos e Molhados Secretaria da Segurança Pública de SP sectarismo Segunda-Feira Negra Seleção Brasileira Senado senador João Ribeiro sequestro Sergei Eisenstein Sérgio Bianchi Sérgio Cabral Sergio Corbucci Sergio Donati Sergio Fleury Sérgio Fleury Sergio Gabrielli Sergio Leone Sergio Moro Sérgio Porto Sérgio Ricardo Sérgio Silva Sergio Sollima Severino Cavalcanti sexo casual Seymour Melman Shaker Aamer Shakira Sharon Tate Sheridan Le Fanu Sherlock Holmes Shifter Shirley Bassey Sidney Lumet Sidney Miller Sidney Poitier sífilis sigilo da fonte Sigmund Freud Silas Malafaia Silvia Suppo Silvio Berlusconi Sílvio Frota Silvio Santos Sílvio Santos Sílvio Tendler símbolos religiosos Simon Bolivar Simone Simone de Beauvoir sinalizador Sinclair Lewis Síndrome da China Sintusp sionismo Síria Sísifo sistema solar sites fascistas Sivuca Slavoj Zizek SNI social-democracia socialismo socialismo num só país socialismo real sociedade alternativa sociedade de consumo Sócrates Sofia Loren Sófocles Solano Ribeiro Soledad Viedma solidariedade solidariedade revolucionária soneto Sônia Amorim Sônia Hernandes Soninha Francine SP; Pelé Spartacus spread Standard & Poor's Stanislaw Ponte Preta Stefan Zweig Stephen King Steve Bannon Steve Jobs Steve Reeves Steve Winwood Steven Spielberg STF STJ STJD STM Stroessner Stuart Angel Suárez submarino nuclear sucessão Suécia Suely Vilela Sampaio Suetônio Sun Tzu Super Bowl SUS Susan George Suzana Singer Sylvio Costa Syriza T. E. Lawrence T. S. Eliot tabagismo Taça Libertadores tacocracia tai chi chuan Taís Araujo Taís Moraes Talebã Tancredo Neves tapetão Tarso Genro Tasso Jereissati Tata Martino taxação dos ricos TCU teatro Teatro de Arena teatro Lira Paulistana Tempo de Resistência tenentismo togado tênis Tenório Cavalcanti Teóphile Gautier Teori Zavascki terceirização Terence Fisher Terence Hill Teresa Lajolo Tereza Cruvinel Ternuma terrorismo terrorismo islâmico TFP The Animals The Doors The Economist The Guardian The Who Theo de Barros Theodor Adorno Thiago de Mello Thomas Edison Thomas Morus Thomas Piketty Thomas Robert Malthus Three Mile Island Ticiana Villas Boas Tim Harford Tim Jackson Tim Maia Tiradentes Tiririca Titanic Tite Tito Costa Tom Jobim Tom Zé Tomasso Buscetta Tomé de Souza Toninho Vespoli Tonino Valerii Tony Osanah Toquinho Torino Torquato Neto Torquemada tortura Tortura Nunca Mais torturadores torturas Tostão touradas trabalho trabalho alienado trabalho escravo Traffic traficantes tráfico de drogas tragédia aérea Tragédia de Superga trânsito transposição Tratado de Versalhes Tribuna da Imprensa tribunais de pequenas causas tribunais do crime Tribunal de Haia Tropa de Elite tropicalismo trote trotskismo Troy Davis TSE TSE. TCU Tunísia tupamaros Turquia TV TV Tupi U2 udenismo UDN UDR UFC Ugo Tognazzi Ultima Hora Ultimate Fighting Ulysses Guimarães umbanda Umberto Eco UNE Unesco União Europeia Unibanco Universidade da Califórnia Universidade de Stanford Universindo Dias UOL urbanismo URSS Uruguai Usina de Letras usineiros USP usura utopia Vagner Freitas Valdir Simão Valdo Cruz vale-tudo Valor Vanderlei Cordeiro de Lima Vanderlei Luxemburgo Vanessa Gonçalves VAR-Palmares Vara de Família Vaticano Veja vemprarua Venezuela Venina Velosa da Fonseca Vera Magalhães Vera Vassouras Vicente Feola Vicente Leporace Victor Hugo Victor Jara vida artificial Vida Contra Morte Vila Ré Vincent Price Vinícius de Moraes Vinícius Mota Vinícius Mota. Estado Islâmico Vinícius Torres Freire violência doméstica violência policial violência urbana Violeta Parra Viomundo Virgílio Gomes da Silva Vírus Zika Vito Genovese Vitor Belfort Vitor Nuzzi Vittorio Arrigoni Vittorio Gasmann Vittorio Gassman Vittorio Taviani Vladimir Arras Vladimir Herzog Vladimir Maiakovski Vladimir Palmeira Vladimir Putin Vladimir Safatle Voltaire voto branco voto facultativo voto nulo voto obrigatório VPR vudu Wagner Moura Waldir Maranhão Waldomiro Diniz Walt Disney Walter Franco Walter Hugo Khouri Walter Maierovitch Walter Pomar Walter Silva Washington Olivetto Washington Quaquá Wellington Menezes Werner Herzog Wes Craven Wesley Batista Wesley Venâncio western Wikileaks Wilhelm Reich Willem Dafoe William Randolph Hearst William Shakespeare William Styron William Wollinger Brenuvida Wilman Villar Wilson Batista Wilson Simonal Wimbledon Winston Churchill Wolfgang Petersen Woodstock wu chu xadrez Xavi Hernandez Xavi Hernández xenofobia Xi Jinping Xico Graziano Xuxa Xuxa Meneghel Xuxa Menehel Yeda Crusius Yelena Isinbayeva Yevgeni Preobrazhensky Yoani Sánchez Yoram Kaniuk Yves Montand Zagallo Zagalo zagueiro Bigode Zé Celso Zé Dirceu Zé Elias Zé Keti Zé Maria Zé Simão Zeca Pagodinho Zelão Zelota Zico zika Zilda Arns Zinedine Zidaine Ziraldo Zito Zumbi Zuza Homem de Mello Zuzu Angel Zygmunt Bauman