domingo, 30 de junho de 2013

BRASIL RESGATA O AUTO-RESPEITO FUTEBOLÍSTICO

Foi a vez da Seleção Espanhola  cair na real...
Numa noite em que tudo deu certo para a nossa Seleção, o Brasil ganhou a irrelevante Copa das Confederações e também algo muito mais valioso: resgatou o auto-respeito futebolístico, deixando definitivamente para trás o inferno astral dos últimos anos. 

Só não pode superestimar tal conquista, pois o escrete ainda não está pronto para os desafios que enfrentará no Mundial de 2014. 

Algumas peças precisam ser substituídas, mas o trabalho de renovação (que, justiça seja feita, deve ser creditado principalmente ao técnico Mano Menezes) já deu bons frutos, com a afirmação de Neymar, Paulinho, Oscar, David Luiz, Luiz Gustavo, Hernanes e Marcelo. Somados aos  sobreviventes  Daniel Alves e Thiago Silva, compõem uma boa base para a próxima Copa do Mundo.

É uma pena que Lucas não haja tido mais chances nem aproveitado bem as que lhe deram, pois se trata de um jogador muito mais promissor do que o tão esforçado quanto limitado Hulk.

E a boa campanha de Júlio César não deveria enganar ninguém; se fôssemos levar em conta apenas grandes fases, os  milagres  do corinthiano Cássio na Libertadores e Mundial de Clubes do ano passado deveriam valer-lhe a camisa da Seleção. Um técnico menos intransigente do que Felipão descartaria apostas temerárias em goleiros irregulares, preferindo a consistência de Cavalieri e Jefferson.  

Igualmente temerária é a aposta em Fred, o anacrônico artilheiro que passa 90 minutos à espera de uma chance para colocar a bola nas redes. Desta vez deu certo, mas não devemos esperar que as defesas adversárias sejam tão vulneráveis em 2014. Precisamos de atacantes que façam gols e outras coisas mais, participando efetivamente do jogo coletivo.
...repetindo o vexame do Barcelona na Liga dos Campeões.

Para reduzir o excesso de euforia tão comum nos brasileiros, que costumam passar da mais profunda depressão ao mais irrealista  já ganhou!, é bom lembrarmos que a decadência da escola espanhola já havia se evidenciado na Liga dos Campeões. Os 3x0 deste domingo foram uma reprise do  chocolate   ainda maior que o Barcelona levou do Bayern.

Os espanhóis têm um ano para se reciclarem, principalmente: 
  • montando uma defesa sólida, pois não podem mais confiar na força do ataque  para compensar a fragilidade da zaga (foi o que se viu nesta final: o gol de Fred,  achado  mas facilitado pela habitual inépcia da Espanha face ao jogo aéreo, abriu caminho para a vitória brasileira);
  • garimpando atacantes mais competentes para completarem (e aproveitarem) o excelente trabalho dos armadores.
Agora se percebe que a receita do futebol mágico do Barcelona tinha, como ingrediente obrigatório, o gênio de Messi. Bastou ele atuar  baleado  contra o Bayern para os catalães serem reduzido à impotência.

Já a Seleção Espanhola, não dispondo de ninguém remotamente equiparável, foi também reduzida à impotência neste domingo, pois um Iniesta só não faz mais verão.

Quanto ao Brasil, está na bom caminho, mas tem de começar desde já a preocupar-se com o melhor futebol da atualidade: o alemão. Não voltou a ser o nº 1 do mundo por haver suplantado, três anos depois, o vencedor do último Mundial. Longe disto.

sábado, 29 de junho de 2013

POSSIBILIDADE DE EXPULSÃO DE BATTISTI É REMOTÍSSIMA

"O leão fugiu da jaula. 
Mas, calma minha gente, 
que o leão é sem dente"
(Jorge Benjor, 
"O circo chegou")

Companheiros, amigos e até parentes me perguntam, aflitos, o que acontecerá com o escritor italiano Cesare Battisti a partir da decisão da 5ª Turma do Superior Tribunal de Justiça, de confirmar a sua condenação em primeira instância por estar portando passaporte falsificado quando a Polícia Federal o deteve no Brasil.

Respondo: DE IMEDIATO, NADA. Ainda cabe recurso; então, não é crível que o Ministério da Justiça venha a atropelar os direitos de Battisti, posicionando-se antes da pendenga estar concluída em termos jurídicos.

Resta sabermos se foi equivocada a redação da nota do STJ (leia íntegra aqui) ou a própria sentença, quanto a este detalhe:
"Cópia da decisão será encaminhada ao ministro da Justiça, para as providências que entender cabíveis. Isso porque o Estatuto do Estrangeiro (Lei 6.815/80) prevê no artigo 65, parágrafo único, alínea 'a', a expulsão do estrangeiro que praticar fraude para obter sua entrada ou permanência no país".
Podemos supor que se tenha decidido dar conhecimento ao Ministério da Justiça para que ele possa desde já ir fazendo um estudo PRELIMINAR do assunto, sobre o qual, EVENTUALMENTE, terá de se posicionar ADIANTE.  Esta é A ÚNICA PROVIDÊNCIA CABÍVEL NESTE MOMENTO.

Foi exatamente o que declarou o advogado de Battisti, Luiz Eduardo Greenhalgh, à Folha de S. Paulo: ele "disse 'estranhar' a nota do STJ, pois o ministério só poderá atuar após o esgotamento dos recursos cabíveis contra a decisão". 

Então, promete um parecer mais conclusivo para quando tiver tomado conhecimento do teor da sentença. E deixou implícito que vai dela recorrer.

Resumo da opereta: tudo indica que haja ainda muita água a passar sob a ponte, até termos reais motivos de inquietação.

De resto, os doutos integrantes da egrégia 5ª Turma do STJ estão, data vênia, VIAJANDO NA MAIONESE, ao considerarem fraudulenta uma prática à qual recorrem quase todos os perseguidos políticos obrigados a se refugiarem noutro país. O objetivo do legislador foi, EVIDENTEMENTE, o de evitar que bandidos escapassem das garras da Justiça, e não o de ajudar estados totalitários ou democracias imperfeitas a caçarem alhures seus opositores e seus bodes expiatórios (como Battisti).

Ao negar a extradição do escritor, o Supremo Tribunal Federal decidiu que ele é um perseguido merecedor da proteção do Estado brasileiro. A decisão da 5ª Turma vai em direção contrária e, portanto, acabará sendo derrubada, pois o STF fala mais alto. É simples assim.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

...E AS PEDRAS VOLTARAM A ROLAR!

A desinformação campeia --talvez porque os principais veículos de comunicação escrita e eletrônica abdicaram da nobre tarefa de informar os cidadãos, trocada pela de os manipular em tempo integral, tangendo-os para o consumismo, o conformismo, o conservadorismo e o reacionarismo.  

Então, quando manifestações de protesto eclodem no País inteiro, parecem vexados de não terem, no momento preciso, dado o devido destaque aos acontecimentos que prepararam o terreno para elas --principalmente o renascimento do movimento estudantil. Então, omitem as etapas percorridas até as jornadas atuais, como se elas tivessem caído do céu.

Eu, pelo contrário, o saudei emocionado, naquele maio de 2007 em que os estudante da USP levaram a cabo a primeira ocupação de reitoria do Brasil redemocratizado. 

Foi quando escrevi o texto abaixo, convicto de que os fios da História começavam a ser reatados, para a retomada dos movimentos de contestação no estágio em que eles pararam quando a assinatura do AI-5 arrojou o Brasil nas trevas absolutas, no arbítrio total.

Como não estamos mais sob ditadura, a acumulação de forças desta vez foi mais lenta, embora perceptível. Para quem tem um mínimo de sensibilidade política, eram favas contadas que, mais dia, menos dia, uma enorme onda de protestos sacudiria o País.

Então, faço questão de lembrar como tudo (re)começou, publicando novamente um dos textos que mais me orgulho de haver escrito. Lancei-o no dia 31/05/2007. Alguns dias depois, o então governador José Serra capitulou, anunciando que reveria os quatro decretos autoritários repudiados pelos uspianos. 

Foi uma vitória tão emblemática como a que o Movimento Passe Livre acaba de conquistar, forçando o recuo de Geraldo Alckmin e Fernando Haddad na questão das tarifas. 

POR DENTRO DA REITORIA OCUPADA

A última segunda-feira de maio é ensolarada, uma exceção no invernal outono paulistano. As pessoas ao redor da reitoria da Universidade de São Paulo, ocupada pelos estudantes desde o dia 3, mostram aquela animação habitual de quem reencontra o calor e o céu azul, após vários dias frios e cinzentos.

Conversam, brincam, confraternizam. Há líderes de servidores públicos se revezando num alto-falante para instruir/entreter quem chegou adiantado à reunião da categoria que terá lugar ali mesmo, ao ar livre. Ninguém parece preocupar-se com uma invasão da Polícia Militar, para cumprir o mandado de reintegração de posse concedido pela Justiça.

Uma barricada de pneus diante da entrada é a vitrine da ocupação. De que realmente servirá, caso cheguem brutamontes bem treinados e equipados, que têm a violência como realidade cotidiana? Quase nada. Mas, os símbolos têm papel importante nas batalhas em que o grande objetivo estratégico é a conquista de corações e mentes.

Diante da única porta de entrada, alguns estudantes do esquema de segurança fazem a triagem dos visitantes. Basta ter uma carteirinha de aluno ou professor da USP para entrar sem problemas. Como não sou uma coisa nem outra, levo alguns minutos para convencê-los de que não vim brincar de 007.

Como credencial, apresento meu livro Náufrago da Utopia, que por acaso trago comigo. Agrada-lhes o caderno iconográfico, com muitas fotos do movimento estudantil de 1968. Meio convencidos de minhas boas intenções, deixam que eu vá parlamentar com a  Comissão de Comunicação  (ou rótulo que o valha). Acompanhado, por enquanto.

Lá decidem que eu posso circular à vontade pela reitoria ocupada, liberando meu cicerone/vigia para outras tarefas. Uns 15 estudantes rodeiam meia dúzia de computadores, uns digitando e os outros palpitando.

Cuidam de manter o blogue da ocupação no ar, de selecionar e imprimir textos que serão expostos nos quadros de avisos e paredes. E também de mandar mensagens de esclarecimento aos jornalistas que falam mal da ocupação. [Como se isso adiantasse. Tirando honrosas exceções, a imprensa se colocou contra os estudantes, às vezes dissimuladamente, outras da forma mais panfletária e caluniosa, como fez a Veja São Paulo, que os acusou de “vândalos”, “baderneiros” e “arruaceiros”.]

A diferença mais marcante em relação às ocupações antigas é, exatamente, o esquema de comunicação sofisticado da atual, incluindo TV por Internet e   rádio livre. De resto, sinto-me como se tivesse entrado num túnel do tempo e desembarcado naquele mês de julho de 1968 em que a Faculdade de Filosofia da rua Maria Antônia (SP) esteve ocupada para servir como QG das iniciativas em apoio da Greve de Osasco, lançando a nova onda que (como agora) rapidamente se alastrou.

Os mesmos colchonetes espalhados por um salão em que repousam alguns sentinelas cansados, após a vigília da madrugada – período mais propício para uma operação policial, exigindo, portanto, cuidados redobrados (e muita disposição para enfrentar o frio).

Os mesmos jovens com roupas coloridas e brilho no olhar, convencidos de que estão fazendo História, embora alguns ainda sejam imberbes.

Os mesmos mosaicos de textos e imagens compondo um visual agradavelmente anárquico. [O pôster mais hilário é o do governador José Serra fazendo mira com um fuzil e os dizeres “José Serra, nada mais nos U.N.E.”. Que ingenuidade, deixar-se fotografar em pose tão incompatível com sua aura e seu passado!]

Sou capaz de apostar que, se fizesse uma  excursão  como a que estou fazendo, a reitorazinha teria chiliques, pois, à  anarquia criativa, deve preferir os ambientes burocratizados, assépticos e sem vida, a julgar pelo que revela nas entrevistas: faz musculação, esteira e escova nos cabelos, usa terninhos de estilo clássico, quer corrigir pálpebras e bochechas com cirurgia plástica.

Deuses, o que faz uma farmacêutica numa posição dessas? Serão esses os temas que uma reitora deve tratar na imprensa, quando sua universidade vive a maior crise das últimas décadas? [De quebra, é uma ingênua que, a mando ou com autorização do governador, pede reintegração de posse e depois paga o mico de ver o mandado judicial descumprido, já que os estudantes não engoliram o blefe e Serra teme as conseqüências desse presumível confronto sobre suas ambições políticas.]

Apesar de toda a grita demagógica dos direitistas empedernidos e dos cristãos-novos do reacionarismo, não há sinais visíveis de depredação ou vandalismo. Aliás, os estudantes criaram um sem-número de comissões, para cuidar de cada detalhe  administrativo  da ocupação, zelando pelo patrimônio público. Até permitem que os faxineiros continuem cumprindo sua função de manter limpas as várias dependências, indiferentes ao “perigo” de que o  inimigo  possa infiltrar-se camuflado com macacões.

O que não funciona mesmo são os caixas eletrônicos de bancos, nos quais  foram colados avisos de “sem dinheiro”. Uma fração infinitesimal da usura consentida pela Justiça e abençoada pelo sistema foi detida. Vem-me à lembrança uma música de Sérgio Ricardo, ídolo dos universitários responsáveis pelas ocupações de quatro décadas atrás: “Os bancos e caixas-fortes/ que eram rocha, se quebraram/ e um rio de dinheiro correu”.

À saída, lanço um último olhar a esses jovens belos, brilhantes e idealistas, aparentemente tão frágeis, mas dispostos a enfrentar a tropa de choque da PM, se isso for necessário. Espero, torço para que não venha a ser.

Volto para o mundo real da desigualdade, da competição e da ganância, depois de um breve reencontro com o faz-de-conta revolucionário. Ciente de que há um longo caminho a percorrer até que os voluntários da utopia voltem a ser em número suficiente para tentarem ir além do faz-de-conta.

E, mesmo assim, esperançoso, pois um passo importante está sendo dado, com esse renascer do movimento estudantil que ora se delineia. É tudo de que precisamos, a renovação e oxigenação da esquerda, depois de tantas desilusões e defecções.

As pedras voltam a rolar. 

quinta-feira, 27 de junho de 2013

UM IDEAL QUE ME INSPIRA: A 'SOCIEDADE ALTERNATIVA' DO RAULZITO

No início dos anos 80, quando trabalhava em revistas de música, tive uma breve amizade com o Raul Seixas.

O que nos aproximou foi termos ambos 1968 como referencial maior de nossas existências. 

Músicas tipo "Metamorfose Ambulante", “Tente Outra Vez”, "Cachorro Urubu" e "Sociedade Alternativa" lavavam minha alma, num momento em que a velha esquerda rabugenta se reconstruía, passando como um rolo compressor sobre os sonhos da  geração das flores.

De papos sóbrios e etílicos que tive então com o Raulzito, posso dizer que o lance da sociedade alternativa era, basicamente, o de agruparmos as pessoas com boa cabeça em comunidades que estivessem, ao mesmo tempo, dentro do sistema (fisicamente) e fora dele (espiritualmente).

Essas comunidades existiram no Brasil, de 1968 até meados da década seguinte. Nelas praticávamos um estilo solidário de vida, buscando reconciliar trabalho e prazer. Procurávamos ter e compartilhar o necessário, evitando a ganância e o luxo.

Acreditávamos que um homem novo só afloraria com uma prática de vida nova; quem quisesse mudar o mundo dentro das estruturas podres, acabaria sendo, isto sim, mudado pelo mundo.

Então, em vez de conquistar o governo para tomar o poder e tentar implantar uma sociedade mais justa de cima para baixo, nós queríamos deslocar o eixo para o sentido horizontal: acreditávamos em ir praticando uma vida não-competitiva em comunidades que se entrelaçariam e cresceriam aos poucos, até engolirem a sociedade antiga.

As teses e posturas da chamada Nova Esquerda dos anos 60 continuam sendo uma das melhores tentativas que podemos fazer para sairmos deste  inferno pamonha  que o capitalismo globalizado engendrou. Daí o empenho dos conservadores de direita e de esquerda (eles existem, sim!) em relegá-las ao esquecimento. 1968 ainda é tabu.

O NÉO-ANARQUISMO 

Se, como todo mundo diz, a Sociedade Alternativa proposta pelo Raulzito tinha muito a ver com os livros do bruxo Aleister Crowley (que ele e o  Paulo Coelho andaram traduzindo do original), também se inspirava nas barricadas parisienses, nas comunidades hippies e na contracultura, o que poucos apontam.

Ele e eu conversamos muito sobre isso; éramos ambos saudosos dos tempos em que tentávamos nos tornar homens novos na convivência solidária com os irmãos de fé, em nossos territórios livres.

A referência ao maio/1968 francês é óbvia, por exemplo, na segunda estrofe de "Cachorro Urubu": "E todo jornal que eu leio/ me diz que a gente já era,/ que já não é mais primavera./ Oh, baby, a gente ainda nem começou."

Os conservadores sempre tentaram reduzir a obra do Raulzito a uma provocação artística, sem maiores conseqüências políticas e sociais. Mas, ele não era meramente um gênio de comportamento anárquico, como tentam retratá-lo, folclorizando-o para torná-lo inofensivo.

Era, isto sim, um homem sintonizado com o néo-anarquismo que esteve em evidência na Europa e EUA na virada dos anos 60 para os 70. E só não dizia isso de forma mais explícita em suas canções porque o Brasil era um estado policial, submetido a uma censura rígida, embora burra.

Este não era, claro, o único aspecto de sua multifacetada personalidade – talvez nem o principal. Mas é o que mais tem sido omitido pelos que querem fazer dele apenas um monumento do passado, não um guia para a ação no hoje e agora.

LIKE A ROLLING STONE  

Eu vivi na estrada e em comunidade alternativa, em 1971/72. Foi uma experiência riquíssima, num momento em que eu precisava extravasar as emoções represadas no cárcere e me reconstruir, já que o sonho de uma sociedade de liberdade e justiça social ficara adiado por décadas e eu, esperançoso como qualquer adolescente, não me preparara psicologicamente para suportar a sociedade unidimensional que a contra-revolução erigiu.

Atrapalhava muito, naquela terrível Era Médici, a tensão entre a liberdade que queríamos vivenciar em recinto fechado e o terror e o medo que grassavam lá fora.

Vivíamos acuados, os cidadãos comuns nos olhavam com receio ou rancor por causa de nossas cabeleiras e roupas extravagantes. Enquanto isso, a economia deslanchava e alguns sentiam-se tentados a ir buscar também o seu quinhão do  milagre brasileiro.

Hoje, quem tem olhos para ver já pode aquilatar o que é a sociedade de consumo e a posição de país periférico na economia globalizada: parafraseando Conrad, "o horror, o horror!".

Acostumado aos tempos em que se trabalhava para viver, eu não consigo aceitar que atualmente as pessoas vivam para trabalhar, mobilizadas por objetivos profissionais umas 14 horas por dia (expediente, horas extras que dificilmente são pagas, cursos e mais cursos de atualização profissional, etc.).

E tudo isso para quê? Para poderem comprar um monte de objetos supérfluos e quase nunca encontrarem relacionamentos gratificantes no dia-a-dia, pois já não sabem mais interagir – querem apenas usar umas às outras.

Então, fico pensando que, em lugar de levarmos vida de cão dentro do sistema, poderíamos todos estar nos agrupando em casarões da cidade e sítios no campo, criando pequenos negócios para subsistência, plantando, levando uma vida simples mas solidária. Reaprendendo a ter no outro um irmão e não um competidor.

Com as facilidades de comunicação atuais (que fizeram muita falta há quatro décadas), essas comunidades urbanas e rurais se entrelaçariam, ajudando umas às outras, trocando o que produzissem, prescindindo dos bancos, escapando dos impostos e das formas de controle do Estado. Em suma, praticando criativamente, adaptados aos dias de hoje, os ensinamentos de Thoreau em A Desobediência Civil.

Seria um ponto de partida. E, conforme os territórios livres fossem crescendo, poderiam até virar algo mais sério – uma alternativa para toda a sociedade.

COMO FAZER

Nas comunidades de 1968/72, o que se fazia era reviver a velha democracia grega: reuniões para se decidir os assuntos mais importantes, para nos conhecermos melhor, para sonharmos e brincarmos.

Podia começar num debate acirrado e terminar com todo mundo nu dançando ao som de "Let the sun shine in" (com inocência, pois não éramos dados ao sexo grupal).

Enfim, tentávamos existir plenamente como grupo, esforçando-nos para superar o egoísmo e a possessividade.

Havia problemas, claro. Emprestávamos ao outro o que ele estava precisando mais, numa boa; só que, às vezes, descobríamos na enésima hora que alguém tinha levado sem pedir aquilo que a gente ia usar. Dava discussão e os limites tinham de ser depois definidos na reunião coletiva da nossa comuna.

Também não era fácil administrarmos o jogo das paixões. Minha amizade com um ótimo companheiro andou estremecida por uns tempos quando a namorada rompeu com ele e iniciou uma relação comigo. Por mais que quiséssemos nos colocar acima de sentimentos menores como o ciúme, eles existiam e nos machucavam.

O importante, entretanto, era essa vontade que todos tínhamos de superar as limitações de nossa educação pequeno-burguesa e viver de forma generosa e solidária.

Quando alguém tinha um problema, era de todos. Quando alguém estava triste, logo um companheiro ia perguntar o motivo. Tudo que podíamos fazer pelo outro, fazíamos.

Onde erramos? Duas vaciladas fatais implodiram nossa comuna. Uma foi deixarmos a droga correr solta – LSD e maconha, principalmente, pois o propósito era abrirmos as  portas da percepção, no dizer de Huxley. Isto, entretanto, trouxe à tona facetas da personalidade reprimida que o grupo não conseguia administrar. Acabaram ocorrendo conflitos, separações.

A outra foi recebermos de braços abertos todos os pirados que apareciam, vendo um amigo em cada pessoa que parecesse estar fora do sistema. Como sempre, apareceram os aproveitadores, os parasitas, os pequenos marginais. E a polícia veio atrás.

Mas, as experiências que vivenciamos foram tão intensas que aquele ano valeu por uns cinco. Foi com imenso pesar que vimos aqueles laços se romperem, sendo obrigados a voltar, cada um por si, à luta inglória pela sobrevivência. É uma tortura ser obrigado a correr de novo atrás do ouro de tolo, quando não se tem mais  aquela velha opinião formada sobre tudo...

Com algumas correções de rumo e numa conjuntura menos repressiva, as comunidades ainda poderão ser viabilizadas. Há que se tentar outra vez. Mesmo porque, como disse o Raul, "basta ser sincero e desejar profundo/ você será capaz de sacudir o mundo".

O NOVO DESAFIO 

A tentativa de irmos engendrando uma alternativa ao sistema dentro do próprio sistema tem muito mais a ver agora do que no tempo do Raul, pois os homens precisarão unir-se para enfrentar a crise das alterações climáticas.

Na segunda metade deste século, o planeta será fustigado por terremotos, maremotos, furacões, tufões, tsunamis, inundações, fome e seca. As perdas poderão ser diminuídas se os homens se ajudarem mutuamente, sem o egoísmo e a competitividade capitalistas; caso contrário, até mesmo o fim da espécie humana não estará descartado.

O futuro da humanidade não pode ficar à mercê da ganância, sob pena de interesses mesquinhos acabarem destruindo o planeta.

Os homens têm de encontrar formas de organizar-se para a produção em termos solidários, visando o bem comum e não o lucro. Cooperarem em vez de competirem.

Mas, isso não pode ser imposto por uma burocracia. Chega de ditadura do proletariado, estatização compulsória da economia e outras experiências que tiveram maus resultados!

É uma mudança de cultura que teremos de efetuar voluntariamente, se quisermos legar aos nossos descendentes algo além de uma Terra arrasada.

Teremos de construir algo novo a partir da cooperação voluntária dos cidadãos. Mostrar que o bem comum deve prevalecer sobre os interesses individuais. Convencer os recalcitrantes ou mantê-los fora da nova sociedade que estivermos criando. Mas, fazer o possível e o impossível para evitar que ela também descambe para a coerção e a repressão.

E não serão os podres poderes atuais que vão encabeçar essa luta. A união de que necessitamos deve ser forjada a partir de agora, como uma rede a ser montada pelas pessoas de boa cabeça, independentemente de governos e partidos políticos.

Se o enfrentamento da maior ameaça com que os homens já se depararam não propiciar o surgimento de uma sociedade melhor, nada mais o fará.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

DELFIM DIZ QUE REPETIRIA SUA IGNÓBIL ASSINATURA NO AI-5

Delfim como papagaio de pirata do ditador Costa e Silva
"Se as condições fossem as mesmas e o futuro não fosse opaco, eu repetiria", afirmou Delfim Netto, referindo-se à sua ignóbil assinatura no hediondo Ato Institucional nº 5. Ou seja, ainda hoje ele seria capaz de apoiar o elenco de medidas que desencadeou o arbítrio sem quaisquer limites.  

O AI-5 proibiu o Judiciário de conceder habeas corpus para os perseguidos políticos, dando à ditadura militar sinal verde para torturar os resistentes a bel-prazer, além de outras disposições totalitárias: reforçou os poderes do presidente da República para decretar estado de sítio, intervenção federal, suspensão de direitos políticos, restrições ao exercício de direitos públicos ou privados (principalmente o afastamento dos  subversivos  de seus cargos), cassação de mandatos eletivos, imposição de recesso ao Congresso, assembléias legislativas e câmaras municipais, etc.

Delfim foi convocado para depor na Comissão da Verdade do município de São Paulo e eram favas contadas que ele não perderia as estribeiras, dando espetáculo tão patético quanto o do torturador-símbolo da Nação, Carlos Alberto Brilhante Ustra, ao comparecer à Comissão Nacional da Verdade. 

Speer: condenado, como mereceu!
Não, ele é ave de outra plumagem; os serenos mandantes, que não chegaram a ter uma gota sequer de sangue nos seus ternos chiques, se diferenciavam em muito dos destrambelhados paus mandados, aqueles cujas fardas ficaram emporcalhadas com o sangue das vítimas. 

No entanto, foi acintosa e repulsiva a afirmação de Delfim, segundo quem  o AI-5 teria sido necessário porque o país "estava num estado de desarrumação geral". Impor a paz dos cemitérios nunca foi método de arrumação.

Caso houvesse ocorrido aqui um julgamento como o de Nuremberg, mais do que justificável nas circunstâncias, decerto Delfim Netto seria condenado como o foi, p. ex., o arquiteto do Reich, Albert Speer, que também não era  pessoalmente responsável por nenhuma tortura ou assassinato, mas tinha total responsabilidade política por um governo monstruoso. 

Curiosamente, as desculpas esfarrapadas de ambos foram as mesmíssimas. Delfim alegou que desconhecia as torturas e teria até chegado a indagar do carrasco Médici se elas existiam, sendo tranquilizado. Acredite quem quiser.

Speer foi mais longe, afirmando ter participado do planejamento de um atentado contra Hitler que acabou não ocorrendo (claro!).

Em ambos os casos, nenhuma pessoa viva corroborou as versões daqueles a quem convinha mentir.
Uma camaradagem escrita nas estrelas

O paralelismo se deu, inclusive, quanto às provas fotográficas. 

Speer foi confrontado com uma imagem dele visitando o campo de concentração de Mauthausen, mas garantiu que era apenas uma viagem protocolar e não lhe teria sido mostrado nada que caracterizasse o Holocausto.

Esfregaram no nariz do Delfim uma foto em que aparece alegremente ao lado do empresário-símbolo do financiamento à repressão, mas ele, presumivelmente, negou que conhecesse tal faceta de Henning Boilesen. Acredite quem quiser.

Uma sentença como a de Speer, de 20 anos de prisão, teria caído muito bem para o gordo ministro (ou seria melhor dizermos  sinistro?) da ditadura.

terça-feira, 25 de junho de 2013

A REVOLUÇÃO (MAIS DO QUE NUNCA!) NECESSÁRIA

Já faz quase um século que os movimentos revolucionários desviaram por atalho que acabou conduzindo a um beco sem saída.

O desvio foi decidido às vésperas da revolução soviética, quando o Partido Bolchevique discutiu dramaticamente se valia a pena tomar-se o poder num país atrasado, contrariando duas premissas marxistas: a da revolução internacional e a da construção do socialismo a partir das nações economicamente mais pujantes (e não o contrário!).

Prevaleceu o argumento de que, embora a Rússia não estivesse pronta para o socialismo, serviria como um estopim para a revolução mundial, começando pela revolução alemã, prevista para questão de meses. Então, o atraso econômico russo seria contrabalançado pela prosperidade alemã; juntas, efetuariam uma transição mais suave para o socialismo.

Deu tudo errado. A reação venceu na Alemanha, a nova república soviética ficou isolada e, após rechaçar bravamente as tropas estrangeiras que tentaram restabelecer o regime antigo, viu-se obrigada a erguer uma economia moderna a partir do nada.

Quando o ardor revolucionário das massas arrefeceu -- não dura indefinidamente, em meio à penúria --, a mobilização de esforços para superação do atraso econômico acabou se dando por meio da ditadura e do culto à personalidade.

A Alemanha nazista era o espantalho que impunha urgência: mais dia, menos dia haveria o grande confronto e a URSS precisava estar preparada. O stalinismo foi engendrado em circunstâncias dramáticas.

"...finalmente, um tirano substitui o Comitê Central..."
A república soviética acabou salvando o mundo do nazismo -- foi ela que quebrou as pernas de Hitler, sem dúvida! --, mas perdeu sua alma: já não eram os trabalhadores que estavam no poder, mas sim uma odiosa  nomenklatura.

Concretizara-se a profecia sinistra de Trotsky: primeiro, o partido substitui o proletariado; depois, o Comitê Central substitui o partido; finalmente, um tirano substitui o Comitê Central.

Com uma ou outra nuance, foi este o destino das revoluções que tentaram edificar o  socialismo num só país: ficaram isoladas, tornaram-se autoritárias e não tiveram pujança econômica para competir com o mundo capitalista, acabando por sucumbir ou por se tornarem modelos híbridos (como o chinês, que mescla capitalismo na economia com stalinismo na política).

E AGORA, JOSÉ?

Agora, só nos resta voltarmos ao princípio de tudo: Marx.

Reassumirmos a tarefa de engendrar  uma onda revolucionária que varrerá o mundo.

Esquecermos a heresia de solapar o capitalismo a partir dos seus elos mais fracos, pois o velho barbudo estava certíssimo: as nações economicamente mais poderosas é que determinam a direção para a qual as demais seguirão, e não o contrário.

Isto, claro, se tivermos como meta a condução da humanidade a um estágio superior de civilização. Pois o cerco das nações prósperas pelos rústicos e atrasados já vingou uma vez, quando Roma sucumbiu aos bárbaros... e o resultado foi um milênio de trevas.

Se, pelo contrário, quisermos cumprir as promessas originais do marxismo, as condições hoje são bem propícias do que um século atrás:
"...só unidos e solidários os homens conseguirão sobreviver..."
  • o capitalismo já cumpriu seu papel histórico no desenvolvimento das forças produtivas e está tendo sobrevida cada vez mais parasitária, perniciosa e destrutiva -- tanto que mantém a parcela pobre da humanidade sob o jugo da necessidade quando já estão criadas todas as premissas para o  reino da liberdade, e o 1º mundo sob o jugo da competitividade obsessiva, estressante e neurótica, quando já estão criadas todas as premissas para uma existência fraternal, harmoniosa e criativa;
  • os meios de comunicação que ele desenvolveu, como a internet, facilitam a disseminação e coordenação dos movimentos revolucionários em escala mundial, de forma que um novo 1968, p. ex., hoje seria muito mais abrangente (está longe de ser utópica, agora, a possibilidade de uma onda revolucionária varrer o mundo);
  • a necessidade de adotarmos como prioridade máxima a colaboração dos homens para promover o bem comum, em lugar da ganância e da busca de diferenciação e privilégio, será dramatizada pelo agravamento das contradições econômicas insolúveis do capitalismo e pelas consequências das alterações climáticas e da má gestão dos recursos imprescindíveis à vida humana, gerando crises tão agudas que só unidos e solidários eles conseguirão sobreviver.
Nem preciso dizer que a forte componente libertária original do marxismo tem de ser reassumida, pois os melhores seres humanos, aqueles dos quais precisamos, jamais nos acompanharão de outra forma (esta é uma das conclusões mais óbvias a serem tiradas dos acontecimentos das últimas décadas).

A bandeira da liberdade deve ser empunhada de novo pelos que realmente a podem concretizar, não pelos que só têm a oferecer um cativeiro com as grades introjetadas, pois a indústria cultural as martela dia e noite na cabeça dos  videotas.

É este o edifício sólido que podemos começar a construir com os tijolos do muro de Berlim e dos outros muros tombados de 1989 para cá.

domingo, 23 de junho de 2013

GOVERNO QUER FIM DA TRUCULÊNCIA POLICIAL

É tão exemplar e fundamental para a democracia brasileira a resolução nº 6 do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (vinculado à Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República), que abaixo reproduzirei na íntegra seus 10 artigos, destacando os trechos que considero mais importantes. 

Bravo, ministra Maria do Rosário!

Mas, não basta sua publicação no Diário Oficial da União (em 19/06/2013) e a comunicação, por ofício, aos "órgãos federais e estaduais com atribuições afetas às recomendações constantes". 

Será necessária uma postura incisiva do Governo Federal, para que a brutalidade policial deixe de ser praticada impunemente por Polícias Militares como a paulista, que atuou como incendiária e não como bombeira na quarta e decisiva manifestação do MPL, quando suas agressões covardes  provocaram imensa repulsa no País e no exterior; a carioca, que logo em seguida agiu com idêntica bestialidade; e a mineira, que agora ameaça impor a "tolerância zero" aos manifestantes.

Se o Governo Dilma Rousseff fizer com que seja respeitada esta resolução do CDDPH, retirarei alegremente as críticas que fiz (vide aqui) à presidenta da República, por não haver mencionado a truculência dos agentes da (des)ordem em sua mensagem à Nação. 

Como não sou mesquinho nem derrotista, abro-lhe mais este crédito de confiança, torcendo para que a palavra da ministra Maria do Rosário seja mesmo a voz do Planalto. Se for, aplaudirei em pé.

Pois, de todos os direitos em xeque neste momento, são os humanos os que mais importam e os que com maior empenho têm de ser defendidos. 

RESOLUÇÃO Nº 6, DE 18 DE JUNHO DE 2013
PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA
SECRETARIA DE DIREITOS HUMANOS
CONSELHO DE DEFESA DOS DIREITOS DA PESSOA HUMANA

Dispõe sobre recomendações do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana para garantia de direitos humanos e aplicação do princípio da não violência no contexto de manifestações e eventos públicos, bem como na execução de mandados judiciais de manutenção e reintegração de posse.

A MINISTRA DE ESTADO CHEFE DA SECRETARIA DE DIREITOS HUMANOS DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA, na qualidade de PRESIDENTA DO CONSELHO DE DEFESA DOS DIREITOS DA PESSOA HUMANA, no uso das atribuições que lhe são conferidas pela Lei nº 4.319, de 16 de março de 1964, dando cumprimento à deliberação unânime do Colegiado do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, realizada em sua 218ª reunião ordinária (...), recomenda:

Art. 1º - Esta Resolução dispõe sobre a garantia de direitos humanos e aplicação do princípio da não violência no contexto de manifestações e eventos públicos, bem como na execução de mandados judiciais de manutenção e reintegração de posse.

Paragrafo único - A atuação do Poder Público deverá assegurar a proteção da vida, da incolumidade das pessoas e os direitos humanos de livre manifestação do pensamento e de reunião essenciais ao exercício da democracia, bem como deve estar em consonância com o contido nesta Resolução.

Art. 2º - Nas manifestações e eventos públicos, bem como na execução de mandados judiciais de manutenção e reintegração de posse, os agentes do Poder Público devem orientar a sua atuação por meios não violentos.

Art. 3º - Não devem ser utilizadas armas de fogo em manifestações e eventos públicos, nem na execução de mandados judiciais de manutenção e reintegração de posse.

Art. 4º - O uso de armas de baixa letalidade somente é aceitável quando comprovadamente necessário para resguardar a integridade física do agente do Poder Público ou de terceiros, ou em situações extremas em que o uso da força é comprovadamente o único meio possível de conter ações violentas

§ 1º - Para os fins desta Resolução, armas de baixa letalidade são entendidas como as projetadas especificamente para conter temporariamente pessoas, com baixa probabilidade de causar mortes ou lesões corporais permanentes.

§ 2º - Não deverão, em nenhuma hipótese, ser utilizadas por agentes do Poder Público armas contra crianças, adolescentes, gestantes, pessoas com deficiência e idosos.

Art. 5º - As atividades exercidas por repórteres, fotógrafos e demais profissionais de comunicação são essenciais para o efetivo respeito ao direito humano à liberdade de expressão, no contexto de manifestações e eventos públicos, bem como na cobertura da execução de mandados judiciais de manutenção e reintegração de posse.

Parágrafo único - Os repórteres, fotógrafos e demais profissionais de comunicação devem gozar de especial proteção no exercício de sua profissão, sendo vedado qualquer óbice à sua atuação, em especial mediante uso da força.

Art. 6º - Os responsáveis pela atuação dos agentes do poder público deverão equipá-los com meios que permitam o exercício de sua legítima defesa, a fim de se garantir sua integridade física e reduzir a necessidade do emprego de armas de qualquer espécie.

Art. 7º - O Poder Público da União e de todas as unidades da federação deverá assegurar a formação continuada de seus agentes, voltada à a proteção de direitos humanos e a solução pacífica dos conflitos.

Art. 8º - O Poder Público federal deverá priorizar a elaboração, tramitação e análise de normas que versem sobre o uso da força e, em especial, sobre a utilização de armas de baixa letalidade, considerando os princípios de direitos humanos.

Art. 9º - O CDDPH oficiará os órgãos federais e estaduais com atribuições afetas às recomendações constantes desta Resolução dando-lhes ciência de seu inteiro teor.

Paragrafo único - O CDDPH instalará Grupo de Trabalho sobre Regulamentação de Uso da Força e de Armas de Baixa Letalidade com atribuição específica para aprofundar ações de estudo e monitoramento relacionados ao objeto desta Resolução.

Art. 10 - Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.

MARIA DO ROSÁRIO NUNES

sábado, 22 de junho de 2013

ESTARRECEDOR: DILMA OMITIU TOTALMENTE A BRUTALIDADE POLICIAL!

A mensagem da presidenta Dilma Rousseff ao povo brasileiro (leia a íntegra clicando aqui) só me deixou uma dúvida: terá o Jarbas Passarinho sido o ghost writer?

Pois a diferenciação entre  manifestantes pacíficos  e minoria autoritária, quem fazia era a ditadura militar. Dilma deveria pagar-lhe direitos autorais.

De quem tem sua história de vida e integra um partido criado por perseguidos políticos, esperava-se um mínimo de equilíbrio e coerência: criticar não apenas os excessos cometido por manifestantes ou provocadores infiltrados entre eles, mas também, e principalmente (porque partida de quem deveria manter a ordem e não estuprá-la), a bestialidade policial que revoltou o Brasil e estarreceu o mundo.

E que dizer do comportamento imoral das polícias que facilitaram saques e depredações, retardando ao máximo o atendimento das ocorrências, porque sua verdadeira prioridade era retaliarem autoridades que os haviam censurado e/ou manipularem a opinião pública?! Isto caracteriza omissão no cumprimento do dever. Tanto quanto a brutalidade desnecessária, teria de ser rigorosamente apurada e punida.

E até quando vai ser ignorada a gravíssima denúncia do jornalista/historiador Elio Gaspari, de que duas dezenas de integrantes da tropa de choque foram os iniciadores deliberados do festival de agressões covardes do último dia 14 em São Paulo? 

Gaspari foi muito claro sobre o que testemunhou: o ato transcorria na mais perfeita paz até que uns 20 brutamontes fardados, sem motivo nem aviso, começaram a atirar rojões e bombas de gás lacrimogêneo contra os manifestantes.

Ora, se policiais atuaram como agentes do caos, acendendo o estopim que faria explodir a violência descontrolada, isto também é muito pior do que a ação de qualquer depredador. 

Nada disto foi lembrado pela presidenta, que nem sequer qualificou de bárbara uma polícia que praticou as mais flagrantes barbaridades. Quando a mesma PM vandalizou o Pinheirinho, Dilma, pelo menos, designou corretamente aquilo que havia ocorrido: fora, disse ela, um ato de barbárie. Desta vez, nem isto.

Quanto à defesa dos partidos, soaria bem mais sincera se não fosse o PT que os tivesse desmoralizado (e a si próprio) ao comprar o seu apoio com  uma farta distribuição de ministérios  y otras cositas más. Não seria melhor tentar fazer as suas posições prevalecerem pelos próprios méritos?

Já que optaram pela facilidade dos  acordos podres, os petistas não têm  motivos para se queixarem da péssima imagem das agremiações políticas. Depois de ver o Maluf, o Sarney, o Calheiros,  o Collor, o ACM e outros da mesma laia aos beijos e abraços com o Lula, o que mais o povo poderia concluir sobre os partidos e os políticos?

Precisamos de partidos, sim. Mas não desses que estão aí, vendendo-se no atacado e varejo e até leiloando seu voto nas questões importantes.

Nenhuma reforma política resolverá isto. O que é preciso, o Fernando Collor prometeu quando o entrevistei para a Agência Estado, logo no início da campanha presidencial de 1989: afirmou que, se medidas imprescindíveis estivessem sendo  embaçadas  pelo Congresso, ele iria pessoalmente explicá-las ao povo, exortando-o a pressionar os parlamentares.

Era a receita certa na boca do homem errado. Eleito, não fez nada disto. 

E também se mostraram  presidentes  errados  o Itamar Franco, o FHC, o Lula e a Dilma. Nenhum deles teve a coragem de romper com as práticas fisiológicas, jogando o povo contra os congressistas, se necessário.

Estamos à espera de um presidente que, como os pequenos comerciantes dos filmes de Hollywood, ouse responder aos gangstêres que vêm cobrar-lhes por  proteção... contra eles mesmos: eu não pago! 

O resto é conversa pra boi dormir. Se a Dilma  quiser algum dia coibir pra valer a ação dos corruptos, não precisará ir muito longe: vai encontrar boa parte deles abrigada na base aliada.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

A REVOLUÇÃO NÃO É O CONVITE PARA UM JANTAR

"A revolução não é o convite para um jantar, a composição de uma obra literária, a pintura de um quadro ou a confecção de um bordado, ela não pode ser assim tão refinada, calma e delicada, tão branda, tão afável e cortês, comedida e generosa. A revolução é uma insurreição, é um ato de violência pelo qual uma classe derruba a outra."

Não sou fã incondicional do velho Mao Tsé-Tung, mas ele tinha lá seus momentos. Esta frase é uma pérola.

Muitos companheiros estão assustados com o rumo que os protestos de rua tomaram em Sampa. Como a participação da direita fardada foi catastrófica, agora é a direita de jeans que reage ao movimento, com mais argúcia.

E, também, com uma aparente forcinha do PT. Não dá para acreditarmos que o Rui Falcão mandasse militantes embandeirados para o olho do furacão sem prever que seriam hostilizados. Meu palpite é bem outro: ele queria que acontecesse exatamente o que aconteceu.

Era óbvio que a direita, em qualquer ponto do caminho, tentaria transformar a rejeição generalizada aos podres Poderes numa rejeição individualizada ao Governo Dilma. E é óbvio que a presença ostensiva dos  petistas facilitou a jogada, pois quase todos que estavam na manifestação paulistana eram contra eles, por um ou outro motivo.

Luta política de verdade é assim. Também em 1968 nos defrontávamos com núcleos de estudantes reacionários dos cursos de Exatas da USP, com os agrupamentos fascistas existentes no Mackenzie, etc. A revolução não é o convite para um jantar.

Eu seria capaz de apostar que, já na próxima manifestação, os  indignados  paulistanos restabelecerão o foco correto.

E deixo registrado meu total repúdio à falácia das redes virtuais petistas, que tentam desqualificar em bloco a mais importante luta social brasileira deste século. 

Trata-se de um fenômeno novo e temos de apostar que a vertente revolucionária nele acabará prevalecendo... ou, simplesmente, não há mais esperança para nós. Pois da esquerda palaciana já não podemos esperar nada, em termos revolucionários. 

Ela se tornou definitivamente reformista, empenhada apenas em manter sua atual posição de mera gerenciadora do capitalismo, mediante a distribuição de algumas migalhas a mais para os explorados. E não, jamais, nunca, de maneira nenhuma, a fatia completa do bolo a que eles têm direito.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

CAIU NOSSA BASTILHA

A tomada da Bastilha foi um episódio de enorme importância simbólica, por ter exposto dramaticamente a fragilidade de uma monarquia que caía de podre mas os franceses, por hábito, continuavam temendo; daí o 14 de julho haver se tornado o principal feriado da nação.

Seu resultado prático, contudo, foi apenas a libertação dos sete últimos prisioneiros que nela restavam e a obtenção de um arsenal sucateado (de 15 canhões, apenas três funcionavam...).

Da mesma forma, o que nossos  indignados  acabam de conseguir não foi somente a revogação, em poucas capitais, de mais um reajuste de tarifas do transporte coletivo. Na verdade, eles despertaram um gigante adormecido: o povo brasileiro.

A chegada ao poder do partido que se propunha a representar os explorados teve o efeito nocivo de os desmobilizar; passaram a crer que lhes seria dado de mão beijada o que tinham, isto sim, de conquistar com os punhos cerrados.

Quando o PT se vergou ao poder econômico para conseguir governar,  endireitando  e domesticando-se a olhos vistos, o povo ficou órfão e, pior ainda, desiludido e descrente de sua força.

Limitava-se a resmungar contra a corrupção, contra a inflação, contra as maracutaias da Copa, contra o sucateamento da Saúde e da Educação, contra o caos nos transportes, contra a vida mal vivida e a noite mal dormida...

Em São Paulo, a bestialidade de um governo cujos efetivos policiais permanecem  mentalmente ancorados na ditadura militar despertava reações frouxas, quase irrelevantes face à gravidade de episódios como a ocupação militar da USP e a  barbárie no Pinheirinho.

No entanto, a força da opinião pública é bem maior que a dos brutamontes fardados; foi o que se constatou, primeiramente, em 2011, quando uma tentativa de proibição da Marcha da Maconha acabou em recuo, face à péssima repercussão da  blitzkrieg  que a PM desencadeou em plena avenida Paulista.

O fenômeno se repetiu na semana passada: quando são escancarados ao País --e ao mundo-- os métodos corriqueiros das nossas  polícias democráticas, a batalha pelos corações e mentes está ganha. Só sádicos e psicopatas conseguem presenciar  aquelas agressões covardes sem se revoltarem.

E, desta vez, o exemplo de luta de São Paulo inspirou iniciativas semelhantes em várias outras cidades, que trouxeram à tona demandas reprimidas há mais de uma década e flagraram uma insatisfação generalizada com os governantes do País. 

Foi um divisor de águas: nada será como antes amanhã. A passividade e a prostração terminaram. As cobranças começaram. Novos contingentes revolucionários estão sendo forjados na luta, para um dia oferecerem uma verdadeira solução às carências e aflições do nosso povo.

Desde que sejam pacientes na acumulação de forças e perspicazes na escolha do momento para cada batalha, não tentando acelerar artificialmente os acontecimentos e precavendo-se sempre contra a ação nefasta dos provocadores infiltrados.

Saques e depredações são tudo de que não precisamos neste momento mágico de retomada em larga escala das lutas sociais.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

QUEM NASCE PARA REINALDO AZEVEDO NUNCA CHEGA A CARLOS LACERDA

"Passei a receber uma porção de ameaças. Como noto que estamos a lidar com gente que é capaz de linchar policiais, é o caso de levá-las a sério. (...) Estou reunindo todas as mensagens, com os devidos IPs — e há registro preciso da hora —, para fazer o normal nesses casos: encaminhar à Polícia."

O autor desta repulsiva admissão de paúra compulsiva é o Reinaldo Azevedo, blogueiro da Veja. Quando garoto, decerto corria para os braços da Mamãe sempre que algum moleque o chamava para a briga. Agora vai chorar as mágoas no colo do delegado. Que asco!

Também já recebi mensagens e telefonemas ameaçando-me de espancamento e morte. Nunca dei a mínima. Quem quer mesmo matar, vem e mata, não avisa. 

Quando um salafrário começou a me ligar toda madrugada, passei a tirar o fone do gancho antes de ir para a cama.

Só não gostei de saber que havia gente tentando levantar meu endereço; afinal, tinha criança em casa. Então, retirei-o da lista telefônica, evitei torná-lo conhecido por quaisquer meios e, durante alguns tempos, fiquei mais atento à movimentação nos arredores, quando saía e voltava. Nada aconteceu.

Tais episódios datam de vários anos atrás e até agora não sofri nenhum atentado. Nem perdi o sono pensando nisso.

Já o  rato que ruge  da Marginal do Tietê, além de se esconder debaixo da cama quando lhe pregam trotes manjados, não tem sequer o  simancol  de evitar que o distinto público fique inteirado da sua pusilaminidade. Pelo contrário, a exibe como troféu. Pobre coitado!

Quem nasce para Reinaldo Azevedo nunca chega a Carlos Lacerda. O  corvo   tinha muitos defeitos, mas coragem e brilhantismo não lhe faltavam.

Certos discípulos só herdaram seu reacionarismo.

O ESPECTRO DE UMA NOVA '5ª FEIRA NEGRA' NOS RONDA

Autoridades, políticos, jornalistas, sociólogos chutam em todas as direções, na tentativa de interpretar o novo fenômeno: um despretensioso protesto contra o aumento das tarifas do transporte coletivo em São Paulo inspirou manifestações semelhantes em outras 11 capitais, levou às ruas centenas de milhares de cidadãos e comprovou dramaticamente que o autoritarismo continua bem vivo nos aparatos de segurança pública, 28 anos depois de finda a ditadura militar. 

Desde o Fora Collor!, em 1992, não se via algo assim. E, como a bandeira dos manifestantes não é única –vai desde as maracutaias da Copa até o descaso com a Saúde e a Educação, passando por muitas outras mazelas de nossa democracia imperfeita--, também não vai ser uma única medida que fará cessar os protestos.

Eles começaram e não têm data para acabar; se os governantes não fizerem algumas concessões plausíveis (depois da orgia de gastos do Mundial, soam ridículas as dificuldades alegadas para não subsidiarem algumas tarifas...), talvez perdurem até a exaustão e sejam retomados tão logo um novo acontecimento marcante o justificar. Era assim em 1968.

Também naquele tempo os objetivos explícitos eram um tanto frouxos, como a recusa dos tecnicizantes acordos MEC-Usaid –realmente perniciosos, mas cujos efeitos ainda não se faziam sentir. Noves fora, o que irmanava estudantes de todo o País era a rejeição de um espantalho bem conhecido, e não apenas adivinhado: a própria ditadura e sua bestial repressão.

Tudo começou no final de março, quando a PM invadiu um restaurante universitário do Rio de Janeiro em que os estudantes faziam um tímido protesto contra o aumento do preço das refeições. O estúpido assassinato do secundarista Edson Luís de Lima Souto indignou o País, motivando manifestações de protesto em várias cidades. O movimento estudantil, que a ditadura sufocava desde 1964 e cuja primeira tentativa de voltar às rua (as  setembradas  de 1967) havia sido reprimida a ferro e fogo, renascia espetacularmente.

No restante do ano, até a assinatura do Ato Institucional nº 5, houve uma disputa acirrada pelos corações e mentes dos brasileiros: ora a violência policial gerava enorme repulsa e dava ensejo a momentos magníficos como a  passeata dos 100 mil, ora os excessos dos manifestantes (muitas vezes insuflados por provocadores de direita, como tudo leva a crer que esteja se repetindo na atualidade) forneciam munição valiosa para a imprensa desqualificar os protestos.

 PROVOCADORES A POSTOS

Agora, essa  gangorra  voltou com tudo: como a mídia satanizou as três primeiras manifestações do Movimento Passe Livre em São Paulo, a PM  sentiu firmeza  para atuar no centro da cidade com a mesma brutalidade a que submete habitualmente os moradores da periferia.

Já os manifestantes, ressabiados com a repercussão negativa de até então, esforçavam-se para conter a violência, com êxito. Aí, sem quê nem pra quê, uns 20 brutamontes da tropa de choque iniciaram os espancamentos e os disparos de balas de borracha a esmo, abrindo as portas do inferno.

As imagens da  5ª feira negra  inundaram as redes sociais e correram o mundo; de  tão chocantes,  obrigaram a grande imprensa a destacar o  outro lado  que até então vinha escamoteando. O que mais poderia fazer, depois de seus profissionais  também serem rudemente atingidos?

À selvageria fardada, em SP e no RJ, seguiu-se a omissão matreira dos policiais que, como se fossem crianças emburradas, simplesmente deixaram de cumprir sua missão legítima como retaliação aos que criticaram suas ações ilegítimas. 

Além, é claro, do mais do que provável incitamento de saques e depredações por parte de agentes infiltrados, com a também óbvia instrumentalização da ralé urbana que a polícia controla a bel-prazer.

Resta saber se as forças da  ordem –que até agora têm sido mais agentes da  desordem institucionalizada— encontrarão o equilíbrio, nem se omitindo nem barbarizando, ou vão simplesmente partir para a vingança.

O espectro de uma nova  5ª feira negra  nos ronda.
Related Posts with Thumbnails

ARQUIVO

NUVEM DE TAGS

#naovaitercopa 12 anos de escravidão 16 de abril 1929 1968 1984 1ª Guerra Mundial 1º de maio 2ª Guerra Mundial 3º mandato 6º Congresso Nacional do PT 7 de setembro A Barca do Sol A Internacional A Marselhesa A Tribuna da Imprensa A Verdade Sufocada Abap Abel Ferrara Abílio Diniz Abin aborto Abradic Abraham Lincoln Abreu Sodré abstenção aburguesamento abuso de autoridade abuso de poder abuso de poder econômico Academia de Agulhas Negras ACM Acnur acordão acordão salva-políticos Acordo de Paris Adail Ivan de Lemos Adalto Alves Adam Smith Adhemar de Barros Adib Jatene Adidas administração de crises Adolf Eichmann Adolf Hitler Adolfo Pérez Esquivel Adoniran Barbosa Adriana Tanese Nogueira Adriano Diogo Aécio Neves Aedes aegypti AES Eletropaulo Afeganistão Afonsinho Africa África do Sul Agatha Christie Agência Estado Agenda Brasil agio agiotagem agiotas Agnelo Queiroz agnotologia Agora São Paulo Agostinho dos Santos agronegócio agrotóxicos AGU AI-5 aiatolá Khomeini AIG ajuste fiscal ajuste recessivo Al Capone Al Pacino Al Qaeda Aladino Félix Alain Delon Alain Prost Alain Resnais Alain Tanner Alan Parker Albert Camus Albert Einstein Albert Speer Alberto Dines Alberto Fujimori Alberto Goldman Alberto Helena Jr. Alberto Piovesan Alberto Torregiani Alberto Youssef Alceu Valença Alcides Gerardi Alcione Aldemir Bendine Aldo Moro Aldo Rebello Aldo Rebelo Aldous Huxley Aleister Crowley Além da Imaginação Alemanha alerta Alex Silveira Alexander Soljenítsin Alexandre de Moraes Alexandre Dumas Alexandre Frota Alexandre Magno Alexandre Nardoni Alexandre Padilha Alexandre Tombini Alexandre Vannuchi Leme Alexandrino Alencar Alexis de Tocqueville Alexis Tsipras Alfredo Sirkis Alfredo Stroessner Ali Kamel Alice Cooper Almeida Garrett Almir Ribeiro ALN Aloízio Mercadante Aloysio Nunes alterações climáticas Aluízio Palmar Alvarenga e Ranchinho Alvaro Dias Alvaro Uribe Amaral Netto Amazonas Américo Fontenelle Amicus Ana Corbisier Ana Helena Tavares Ana Luíza Anai Caproni anarquismo Anatoly Karpov Anderson Silva Andre Agassi André Esteves André Lara Resende André Mauro Andre Ristum André Singer Andrea Matarazzo Andrea Neves Andrea Pirlo Andrei Konchalovsky Andrés Iniesta Andrés Sanchez Andy Murray Andy Warhol Angel Parra Ângela Maria Angela Merkel Ângelo Goulart Villela Angelo Longaretti Angra Anibal Barca anistia Anistia Internacional Anita Garibaldi Anita Leocadia Aniz Abraão David Annie Girardot ano novo Anões do Orçamento anos de chumbo Ansa Anselm Jappe Anselmo Duarte Anthony Garotinho Anthony Hopkins Anthony Quinn Antoine Lavoisier Antonio Cabrera Antonio Claudio Mariz de Oliveira Antônio Conselheiro Antonio De Salvo Antônio Fernando Moreira Antonio Ferreira Pinto Antonio Gades Antonio Gramsci Antonio Hamilton Mourão Antônio Nássara Antonio Negri Antonio Nogueira da Silva Filho Antonio Palocci Antonio Patriota Antônio Prado Antonio Prestes de Paula Antônio Ribas Antonio Roberto Espinosa Antônio Roberto Espinosa Antuerpio Pettersen Filho Ao Pé do Muro Aparício Torelly apartheid apartheid social APCF apedrejamento Apeoesp Apocalypse Now Apollo Natali Apolônio de Carvalho aposentadoria aquecimento global Arábia Saudita Araguaia arapongas arbitrio arbítrio Arembepe Arena Argentina Ariano Suassuna Aristides Baltas Aristóteles armamentismo Armand Assante Armando Monteiro armas químicas Arnaldo Bloch Arnaldo Dias Baptista Arnaldo Jabor Arrigo Barnabé arrocho fiscal arrocho recessivo Art Garfunkel artes marciais Arthur C. Clarke Arthur Chioro Arthur José Poerner Arthur Penn Arthur Soffiati Arthur Vannucci Ary Toledo asilo político Assembléia Constituinte Ássis Chateaubriand Assis Valente Atahaulpa Yupanqui Atahualpa Yupanqui atentado à liberdade de expressão atentado à liberdade de opinião atentado de Saravejo atentado do Riocentro atentado do WTC Átila Atlético Mineiro Augusto Boal Augusto dos Anjos Augusto Nunes Augusto Pinochet Auriluz Pires Siqueira automobilismo autoritarismo Ayres Britto Ayrton Senna Aziz Ab´Sáber B. B. King Baby Doc Duvalier Baden Powell bafômetro Baggio Baia dos Porcos bairro da Mooca bairro do Bixiga Bajonas Teixeira de Brito Jr. Baltasar Garzón Ban Ki-moon Banco Central Banco Santos bancos Banda de pau e corda Barack Obama Barão de Coubertin barbárie Barcelona barriga jornalística Bartolomeo Vanzetti Bartolomeu Lourenço de Gusmão Baruch Espinosa Bashar al-Assad basquete Batalha de Itararé Bateau Mouche Batman Baú do Celsão Bauru BBB BBC Brasil beagles Beatles Beatriz Kushnir bebê-diabo Beija-Flor de Niilópolis Bela Lugosi Belchior Ben Kingsley Benito Di Paula Benito Mussolini Benjamin Franklin Bento XVI Bernard Fresson Bernardo Bertolucci Bernardo Mello Franco Bernie Sanders Bertold Brecht Bertold Brecht besteirol Bete Mendes Beth Carvalho Betinho Betinho Duarte Beto Richa Bibi Andersson Bíblia bicicletas Biggs Bill Ayers Bill Clinton Billy Blanco Billy the Kid Billy Wilder bingos biodiversidade biografias não autorizadas Biro-Biro Bispo Fernandes Sardinha black blocs Black Friday blitzkrieg blog Os Divergentes blogosfera blogue de resistência blogueiro blogues blogues governistas blues BNDES boate Kiss Bob Dylan Bob Woodward Bobby Sands Bocage boimate bolchevismo Bolívia Bolsa Família bolsa-agronegócio bolsa-banqueiro bolsa-empresário Bom Senso FC bombas de fragmentação bombeiros boneco Pixuleco Bonifácio de Andrada Boris Casoy Boris Karloff bossa nova Botafogo de Futebol e Regatas Bovespa boxe Bradesco Bradley Manning Bram Stoker Brasil Brasil 247 Brasil Colônia Brasil: Nunca Mais Breno Altman Brexit Brics Brigadas Vermelhas Brigitte Bardot Brilhante Ustra Bruce Lee Bruno Andrade Góis da Silva Bruno Carazza dos Santos Bund Cabo Anselmo Cabo Bruno cabo Povorelli Cabral caça às bruxas Cacá Diegues Cacareco Cacaso Caco Caco Barcellos Caco Barcelos Caetano Veloso Caio Prado Jr. Caio Silva de Souza caixa 2 Caixa Econômica Federal Câmara Federal Camargo Corrêa Camboja Camili Cienfuegos Camões Campeonato Brasileiro Campo Salles câncer cangaço Cansei Cantata Santa Maria de Iquique Capinam capitalismo capitalismo de estado capitão Augusto Sampaio de Oliveira Capitão Guimarães Caravaggio Carl Bernstein Carl von Clausewitz Carla Jiménez Carlinhos Cachoeira Carlito Tevez Carlo Collodi Carlo Puerto Carlos Alberto Parreira Carlos Amarilla Carlos Brickmann Carlos Câmara Pestano Carlos Castañeda Carlos Chagas Carlos Drummond de Andrade Carlos Eugênio da Paz Carlos Fernando dos Santos Lima Carlos Franklin da Paixão Araújo Carlos Franklin Paixão de Araújo Carlos Galhardo Carlos Gardel Carlos Giannazi Carlos Góes Carlos Heitor Cony Carlos Lacerda Carlos Lamarca Carlos Lungarzo Carlos Lyra Carlos Marighella Carlos Pitta Carlos Reichenbach Carlos Saura Carmen Lúcia Carmen Miranda Carnaval Carrefour Carta ao Povo Brasileiro Carta aos Brasileiros Carta Capital CartaCapital cartolagem cartunismo Carvalho Pinto Casa da Morte de Petrópolis casamento civil igualitário Caso Dreyfus Caso Ferreirinha Caso Isabella Caso Proconsult Caso Santo André Caso Watergate cassação Cassius Marcellus Clay Castello Branco Castro Alves Catulo da Paixão Cearense Cauby Peixoto Cazuza CBF CBF. Fifa CCC CDDPH CDHM Ceará Cecília Meireles celibato Celso Amorim Celso Bandeira de Mello Celso Daniel Celso de Mello Celso Furtado Celso Luiz Pinho Celso Lungaretti Celso Pitta Celso Rocha de Barros Celso Russomanno celulares censura Cesar Benjamin César Roldão Vieira Cesare Battisti cesárea Cezar Peluso CGU chacina de Ribeirão Pires chacinas Chael Charles Schreier Chapecoense charlatanismo Charles Bronson Charles Chibana Charles De Gaulle Charles Dickens Charles Elbrick Charles Gordon Charles Manson Charles Perrault Charles Schultz Charlie Chaplin Charlie Hebdo Chaves Che Guevara Chernobil Chico Anysio Chico Buarque Chico de Assis Chico Mendes Chico Whitaker chikungunya Chile China Chiquinha Gonzaga Chris Weidman Christian Fittipaldi Christine Lagarde Christopher Lee Chuck Berry Chung Mong-joon CIA Cícero Cícero Araújo ciclovias Cid Gomes Cidadão Kane cine Belas Artes Cinecittà cinema cinema marginal circuitos marginais Ciro Gomes Cisjordânia civilidade Clara Nunes Clarice Linspector classe média Claude Chabrol Claude Levy Strauss Claude Monet Claudia Cardinale Claudio Abramo Cláudio Antônio Guerra Claudio Carsughi Cláudio Humberto Claudio Julio Tognolli Cláudio Marques cláusula de barreira Clécio Luís Clint Eastwood Clive Barker Clóvis Rossi clube Hebraica Clube Militar CMI CNBB CNE CNI CNJ cobaias cobaias humanas colégios militares Colina Colômbia Colônia Cecília colonialismo Comissão da Verdade Comissão de Anistia Comissão de Direitos Humanos Comissão de Mortos e Desaparecidos Políticos Comissão Interamericana de Direitos Humanos complô Comuna de Paris Comunidades Eclesiais de Base comunismo comunismo primitivo Conan Doyle Conare Conceição Costa Neves Conceição Lemes conciliação de classes Condepe Congresso em Foco Congresso Nacional conspiração constrangimento ilegal consulta popular Conte Lopes contestação conto contos da carochinha contracultura convênios médicos Convergência Socialista convulsão social Coojornal Copa das Confederações Copa Davis Copa do Mundo Coréia do Norte Corinthians Cornel West Coronel Telhada Coronel Ubiratan coronelismo Correio da Manhã Correios corrupção Corte Interamericana de Direitos Humanos Cosa Nostra Costa Concordia Costa e Silva Costa-Gravas cotas raciais Cotonifício Crespi country music Coutinho CPC da UNE CPEM CPI CPI da Petrobrás CPI do Cachoeira CPI dos Bingos CPMF crack cracolândia Cream Crefisa crime contra a humanidade crime do colarinho branco Criméia Almeida crimes de guerra crise da subprime crise dos mísseis cubanos crise hídrica Cristiano Machado Cristiano Ronaldo Cristina Hoyos Cristina Kirchner Cristovam Buarque Cristóvão Colombo crítica e autocrítica Crítica Radical crônica Cuba curandeirismo Curió CUT d. Agnelo Rossi D. Aloísio Lorscheider D. Flávio Cappio D. Helder Câmara D. Paulo Evaristo Arns D. Pedro Casaldáliga D. Pedro I D. Waldyr Calheiros Dª Solange Dagobah Dalmo Dallari Dalmo de Abreu Dallari Dalton Rosado Dalton Trumbo Damaris Lucena Damiano Damiani Dan Mitrione Daniel Cohn-Bendit Daniel Dantas Daniela Toledo de Prado Danilo Dante Alighieri Dante de Oliveira Danton Darcy Rodrigues Dario Argento Darlan Menezes Abrantes DataFolha David Carradine David Emanuel de Souza Coelho David Goodis David Lean David Lynch David Mamet David Nasser David Ricardo David Warner Dayane de Oliveira Dê ouro para o bem do Brasil Deborah Fabri Deborah Fabri. Michel Temer decapitação delação premiada Delcídio do Amaral Delfim Netto Deltan Dallagnol Delúbio Soares DEM Demétrio Magnoli democracia democracia burguesa democracia-cristã Demônios da Garoa dengue Dennis Hopper Denys Arcand Deops deportação depressão econômica deputado João Alves Dércio Marques Dercy Gonçalves Desafia o nosso peito desastre ambiental desembargador Abel Gomes desemprego desigualdade econômica desigualdade social deslizamentos desmilitarização do policiamento Desmond Tutu desobediência civil desordem despoluição do Tietê desqualificação Devanir de Carvalho Devra Davis Di Stéfano Dia da Consciência Negra Dia da Pátria Dia das Crianças Dia das Mães Dia dos Pais Dia Mundial do Rock Dias Toffoli Didi Diego Costa Diego Maradona Diego Simeone Dilma Dilma Rousseff dinheiro Dino Buzzati Dino Risi Dino Rizi Diógenes Carvalho Diogo Salles Direito à Memória e à Verdade direito ao trabalho direito de manifestação direitos civis direitos humanos direitos previdenciários direitos trabalhistas diretas-já Direto da Redação discriminação dissidentes cubanos distopia ditabranda ditadura ditadura argentina dívida pública Django Djavan doações empresariais DOI-Codi Dolores Duran Dolores Ibarruri Dom Luís Gastão de Orléans e Bragança domingo sangrento Domingos Dutra dominicanos Don Siegel dona Solange Donald Sutherland Donald Trump Donga Dops Dorival Caymmi DPZ Duarte da Costa Duda Mendonça Dulce Maia Dunga Dustin Hoffman Dylan Thomas Eça de Queirós ECA-USP ECA/USP ecologia economia política Edemar Cid Ferreira Eder Jofre Edgar Allan Poe Edgard Leuenroth Edgard Rice Burroughs Edgardo Bauza Edifício Joelma Edinho Silva Edir Macedo Edison Lobão Editora Imprima Ednardo Ednardo D'Ávila Melo Edouard Bernstein Edson Fachin Edu Lobo Eduard Bernstein Eduardo Eduardo Alves da Costa Eduardo Azeredo Eduardo Campos Eduardo Cunha Eduardo Galeano Eduardo Gomes Eduardo Guimarães Eduardo Leite Eduardo Moniz Eduardo Rodrigues Vianna Eduardo Sabóia Eduardo Suplicy educação educação popular educação religiosa Edward Bernstein Edward Dmytryk Edward Snowden Edwin Sutherland efeito estufa Egberto Gismonti Egito Ehrenfried von Holleben Eike Batista Eisenstein El País Elba Ramalho eleições eleições 1989 eleições 2010 Eleições 2012 eleições 2014 eleições 2016 eleições 2018 Eleonora de Lucena Eleonora Menicucci Eleonora Menicucci de Oliveira eletrochoques Eli Wallach Eliane Cantanhede Eliane Cantanhêde Eliane Cantenhêde Elias eliminatórias da Copa do Mundo de 2018 Elio Gaspari Elio Petri Élio Petri Eliot Ness Elis Regina Eliseu de Castro Leão Eliseu Padilha Elizabeth Lorenzotti Elizeth Cardoso Eloísa Samy Elomar Elvira Lobato Elvis Presley Elza Soares Em Tempo Emanuel Neri embargo econômico emenda fiscal Emerson Emerson Fittipaldi emigrantes Emilio Estevez Emílio Fontana Emílio Médici Emílio Odebrecht Emir Sader empreiteira OAS empreiteiras Enéas Carneiro Eneida Ennio Morricone Enrico Fermi ensino entropia entulho autoritário Enzo G. Castellari Enzo Peri episódio algoz e vítima Epoca Equador Erasmo Carlos Eremias Delizoicov Eric Burdon Eric Clapton Eric Hobsbawn Ernest Hemingway Ernesto Geisel Ernesto Laclau Ernst Jünger escândalo Proconsult Escola Base escolas-padrão escracho escravidão escutas telefônicas Esopo Espanha espionagem espiritismo Espírito Santo ESPN espontaneísmo esportes Esquadrão da Morte esquerda petista esquerda zeladora estado estado de bem estar social Estado Islâmico Estado Novo estado policial Estados Unidos estatolatria Estatuto da Criança e do Adolescentes Estatuto do Idoso estelionato estelionato eleitoral Estevam Hernandes estigmatização ETA etanol Ethel Rosenberg Étienne La Boétie Ettore Scola EUA Eugène Delacroix Eugênio Aragão Eugênio Bucci Eugênio Gudin Eurico Gaspar Dutra Eurípedes eutanásia Evander Holyfield Everardo Dias Evo Morales ex-presos políticos excomunhão execuções Exército exploração da fé extradição Ezequiel Neves F-1 Fabiana Leibl Fabiano Silveira Fábio Almeida Fábio Hideki Harano Fábio Konder Comparato Fábio Raposo Fábio Seixas Fabrício Chaves fábulas Facebook Falha de S. Paulo falha técnica falta d'água falta de creches fanatismo fanatismo religioso Fantástico Farc fascismo Fausto De Sanctis Fausto Macedo Fausto Silva favela favelização FBI Febeapa Febraban Federico Fellini Federico Garcia Lorca Felipão Felipe Massa feminismo Ferenc Puskás Fernando Alonso Fernando Baiano Fernando Barreto Fernando brant Fernando Canzian Fernando Claro Fernando Collor Fernando de Barros e Silva Fernando Dutra Pinto Fernando Gabeira Fernando Haddad Fernando Henrique Cardoso Fernando Henrique da Silva Fernando Holiday Fernando Lugo Fernando Meligeni Fernando Pessoa Fernando Pimentel Fernando Rodrigues Ferreira Gullar festas juninas festivais da Record feudalismo FHC FIC Fidel Castro Fiesp Fiesta Fifa Filinto Muller Fillinto Muller filmes para ver no blogue filósofo Sócrates fim do fator previdenciário fim dos jornais impressos Financial Times Fino da Bossa Fiodor Dostoievski flamenco Flamengo Florestan Fernandes flotilha Fluminense FMI Folha de S. Paulo Fome Zero Força Expedicionária Brasileira Força Pública Força Sindical forma-valor Foro de São Paulo Fortaleza Fórum Econômico Mundial Fórum Paulista de Desenvolvimento Fórum Social Mundial França Francenildo Costa Francenildo dos Santos Francesco Schettino Francis Ford Coppola Francis Fukuyama Francis Hime Francisco Alves Francisco de Oliveira Francisco Foot Hardman Francisco Franco Francisco Rocha Franco Montoro Franco Nero Franco Zefirelli François Hollande François Mitterrand François Truffaut Frank Zappa Franklin Delano Roosevelt Franklin Martins Franklin Maxado Franz Kafka fraude eleitoral Fred Vargas Fred Zinneman Freddie Francis Freddie Perdigão Frei Betto Frei Caneca frei Tito Frenke Petry Frente Parlamentar Friedrich Engeles Friedrich Engels Friedrich Nietzche Fritz Lang Fukushima Fukuyama Fulgêncio Batista Fundação João Mangabeira Fundação Perseu Abramo fundamentalismo religioso fundos de pensão futebol G20 gabinete de crise Gabriel Chalita Gabriel Chalitam Gabriel Garcia Marque Gabriel Jesus Gal Costa Galileu Galvão Bueno Gamal Abdel Nasser ganchos garis Garrincha Garry Kasparov Gary Cooper gastança Gastone Righi gastos militares Gato Barbieri gays Gaza Geddel Vieira Lima Geert Wilders Gene Hackman General Maynard Gengis Khan genocídio George Bush George C. Scott George Foreman George Harrison George Hilton George Kennan George Orwell George Romero George Roy Hill George Santayana George Simenon George Soros George W. Bush Georges Braque Georges Danton Georges Wolinski geração 68 geração de empregos Geração Maldita Geraldo Alckmin Geraldo Azevedo Geraldo Del Rey Geraldo Vandré Gerard Depardieu Gerard Piqué Gerhard Berger Germanine Greer Gerson de Oliveira Nunes Gerson Theodoro de Oliveira Getúlio Vargas Ghiggia Gian-Maria Volonté Gianfrancesco Guarnieri Gianluigi Buffon Gilberto Carvalho Gilberto Dimenstein Gilberto Freyre Gilberto Gil Gilberto Kassab Gilberto Maringoni Gilles Lapouge Gillo Pontecorvo Gilmar dos Santos Neves Gilmar Mendes Gilmar Rinaldi Gilson Dipp Gilson Theodoro de Oliveira Giocondo Dias Giordano Bruno Giorgio Napolitano Giuliana Vallone Giuliano Genna Giuliano Montaldo Giuseppe Garibaldi Giuseppe Lampedusa Gladiadores do Alter Glauber Rocha Glauber Braga Glauber Rocha Gleisi Hoffmann Glesi Hoffmann GloboNews Glória Kreinz Goethe Gol Golbery do Couto Silva Goldstone goleiro Aranha goleiro Barbosa goleiro Bruno golpe de 1964 golpe de 1964 x 50 anos golpismo Gonzaguinha Google Google Earth Goubery do Couto e Silva governo de união nacional Graças Foster Grace Mendonça Graciliano Ramos Graham Greene grampos Grande Otelo grandes tragédias Grécia Greenpeace Greg Lake Gregório Bezerra Gregório de Matos Gregório de Mattos Gregório Duvivier Gregório Fortunato Gregory Peck greve de fome greve de osasco greve geral greve geral de 1917 Grigori Zinoviev gripe suína Grundisse Grupo Guararapes Grupo Krisis Grupo Oficina Grupo Pão de Açúcar Grupo Rumo Guam Guantánamo Guarda Civil guerra civil guerra da lagosta guerra do Vietnã guerrilha do Araguaia guerrilha do Vale do Ribeira guerrilha na internet guerrilha urbana Gueto de Gaza Gueto de Varsóvia Guido Mantega Guilherme Boulos Guilherme de Almeida Guilherme Duvivier Guilherme Fariñas Guimarães Rosa Guiné Equatorial Gustav Franz Wagner Guy Corneau Guy Debord H. G. Wells H. P. Lovecraft habitação hackers Hamas Hamilton Almeida Hammer Hannah Arendt Hans Christian Andersen Haroldo Lobo Harry Houdini Harry Shibata Harry Truman Hector Babenco Hegel Heitor dos Prazeres Heitor Villa-Lobos Helder Barbalho Helena Chagas Helena de Lima Heleny Guariba Hélio Bicudo Hélio Rubens de Arruda e Miranda Hélio Schwartsman Hélio Vannucci Heloísa Helena Helvio Soto Henfil Henning Boilesen Henning Mankell Henri-Georges Clouzot Henrique Alves Henrique Lott Henrique Meirelles Henrique Pinto Henrique Pizzolato Henrique Pizzolatto Henry David Thoreau Henry Fonda Henry Ford Henry Sobel Hephzibah Anderson Heraldo Pereira Herbert Marcuse Herivelton Martins Herman Benjamin Herman Voorwal Herman Voorwald Hermann Goering Hermeto Pascoal Hermínio Linhares Hermínio Sacchetta Hervê Cordovil high school Hildegard Angel Hillary Clinton Hino da Independência Hino Nacional Brasileiro hiperinflação alemã Hipócrates Hiroshima História Holanda Hollywood Holocausto homem novo Homero homofobia homossexualismo Honduras Horacio Cartes horóscopo Hosni Mubarak Hosny Mubarak Howard Fast Hugo Carvana Hugo Chávez Human Rights Watch Humberto Costa humor Ian Fleming Iara Iavelberg IBGE Ibrahim Sued Ideli Salvatti IFMS Igor Fuser Igor Gielow Igor Tamasauskas Igreja Católica Igreja Renascer Igreja Universal iHarry Berger imagem imigração italiana imigrantes IML Immanuel Kant Imola impeachment impeacment impedimento imperador Nero imperialismo Império Romano imprensa in memorian Inconfidência Mineira incontinência verbal indenizações independência argelina Índia indignados Indio da Costa Indonésia indulto indústria bélica indústria cultural Inês Etienne Romeu inflação Inglaterra Ingmar Bergman Inquisição Instituto Lula Instituto Royal insubmissão militar Intentona Comunista Internacional Socialista internacionalismo revolucionário internet Interpol intolerância intolerância religiosa inundações invasão da Baía dos Porcos IPCC Irã Iraque Irmãos Grimm Irmãos Wright Isa Grinspum Ferraz Isaac Asimov Isaac Bashevis Singer Isaac Deutscher Isabel Fleck Ismar C. de Souza Isobel Goudie Israel IstoÉ Istvan Mészáros István Mészáros Itália Itamar Assumpção Itamar Franco Itamaraty Itaú Ivan Lendl Ivan lessa ivan Lins Ivan Pinheiro Ivan Rebloff Ivan Sartori Ivan Seixas Ivan Valente Ives Gandra Filho Ives Gandra Martins Ivo Herzog Ivo Sartori J. Edgar Hoover jabaculê Jack Arnold Jack Nicholson Jacob Gorender jacobinismo Jacqueline Myrna Jacqueline Onassis Jacques Brel Jader Barbalho Jadson Jaguar Jaime Guzmán Jair Bolsonaro Jair Rodrigues Jairo Ferreira Jairo Nicolau Jairzinho James Bond James Braddock James Coburn James Dean James Joyce James Stuart Mill James Wright Jandira Feghali Jane Fonda Jânio de Freitas Jânio Quadros Janis Joplin Jaques Wagner Jarbas Passarinho Jardel Filho Jards Macalé Jari José Evangelista Jason Robards JBS Jean Cocteau Jean Gabin Jean Wyllys Jean-Jacques Annaud Jean-Jacques Rousseau Jean-Louis Trintignant Jean-Luc Godard Jean-Paul Belmondo Jean-Paul Sartre Jean-Pierre Melville Jefferson Airplane jeitinho brasileiro Jerzy Kosinski Jesse Owens Jessé Souza jesuítas Jesus Christ Superstar Jesus Cristo Jethro Tull jihadismo Jim Capaldi Jim Morrison Jimi Hendrix Jimmy Carter Jimmy Connors Jirau Jo Cox Joachim Low Joan Baez Joan Manuel Serrat João Amazonas João Baptista Figueiredo João Batista de Andrade João Bosco João Cabral do Melo Neto João Dantas João Dias João Dória Jr. João Gilberto João Goulart João Grandino Rodas João Havelange João Otávio de Noronha João Paulo Cunha João Pedro Stedile João Pereira Coutinho João Pessoa João Saldanha João Santana João Vaccari Neto Joaquim Barbosa Joaquim Câmara Ferreira Joaquim Cerveira Joaquim Levy Joaquim Nabuco Joaquim Seixas Joaquim Silvério dos Reis Joaquin Pérez Becerra Joe Cocker Joe Frazier Joe Hill Joe Louis Joel Rennó Joelmir Beting Joesle Batista Joesley Batista Jogos Panamericanos Johan Cruyff John Carpenter John Carradine John Ford John Frankenheimer John Huston John Kennedy John Kenneth Galbraith John Lennon John Maynard Keynes John Mc Cain John Milton John Steinbeck John Wayne Joice Hasselmann Joice Lima Jon Bon Jovi Jonathan Swift Jorge Adoum Jorge Amado Jorge Ben Jorge Jose Fernandez Jorge Kajuru Jorge Mautner Jorge Sampaoli Jorge Semprún Jornal da Tarde Jornal do Brasil Jornal dos Jornais Jornal Nacional jornal ROL jornalismo jornalismo de esgoto José Alencar José Anibal José Antonio Nogueira Belham José Arbex Jr. José Caldas da Costa José Carlos Barreto José Carlos Bumlai José Eduardo Cardozo José Ely de Miranda José Fábio Rodrigues Maciel José Genoíno Jose Giovanni José Goldemberg José Ismael Pedrosa José Janene José Lavecchia José Lewgoy José Luís Del Roio José Maria Eymael José Maria Marin José Marques de Melo Jose Marti José Marti José Martinez José Milbs José Mourinho José Mujica José Osório de Azevedo Jr. José Padilha José Raimundo da Costa José Roberto Arruda José Roberto Malia José Roberto Mendonça de Barros José Ronaldo Tavares de Lira e Silva José Saramago José Sarney José Sérgio Gabrielli José Serra José Tóffoli José Wellington Diógenes José Wilker José Zaragoza Joseba Gotzon Josef Mengele Josef Stalin Joseita Ustra Joseph Blatter Joseph Goebbels Joseph McCarthy Joseph Stalin Josias de Souza Josué de Castro Jovem Pan Joyce Juan Goytisolo Juan Manuel Fangio Juarez Guimarães de Brito Juca Chaves Juca Kfouri Judas Iscariotes Judiciário juiz Marcelo Bretas juiz Sérgio Moro juizados de pequenas causas Jules Bianchi julgamento de Nuremberg Julian Assange Juliana Lungaretti Júlio Bressane Júlio Cesar Júlio Lancelotti Julius Martov Julius Rosenberg Juscelino Kubitschek Justiça justiça social Juventude Hitlerista kardecismo Karl Kautsky Karl Leibknecht Karl Marx Karl Polanyi Kátia Abreu Keith Carradine Kevin Khader Adnan kibutz Kim Jong-il Kim Kataguiri King Crimson Kirk Douglas kit gay Klaus Kinski Kris Kristoferson Ladislau Dowbor Laerte Braga laicidade do Estado Lake and Palmer Lamartine Babo Lampião Landell de Moura las locas de la plaza de mayo Latam Laudo Natel Laura Hernandez Norambuena Laura Lungaretti lavagem cerebral lavagem de dinheiro lavoura cafeeira Lawrence da Arábia Lázaro LDO Leandro Colon Leandro Fortes Leci Brandão Lecy Brandão Lee J. Cobb Lee Majors Lee Van Cleef Legião Urbana Lehman Brothers Lei Antiterrorismo Lei Áurea Lei da Anistia Lei da Ficha Limpa Lei da Mordaça Lei de Abuso de Autoridade Lei Falcão Lei Rouanet Lei Seca Lênin Lennox Lewis Léo Pinheiro Leo Szilard Leon Russell Leon Tolstoi Leon Trotsky Leonard Cohen Leonardo Boff Leonardo da Vinci Leonardo Sakamoto Leonel Brizola Leonel Mello Leônidas de Esparta Leônidas Pires Gonçalves Leopoldo Paulino LER-QI Lev Kamenev Levy Fidélix Lewis Carroll LGBT Libelu liberdade de expressão Líbia Lidu Lilian Celiberti Lima Duarte limpeza Lina Wertmüller linchamento Lindbergh Farias Lino Ventura Lionel Jospin Lionel Messi Lira Neto lista negra literatura literatura infantil literatura infanto-juvenil Little Richard Livro dos Heróis da Pátria Lobão Loreena McKennitt Los Hermanos loterias Louis Malle Lourenço Diaféria LSN Luc Ferry Lúcia Coelho Luciana Genro Lúcio Flávio Vylar Lirio Lúcio Funaro Lucky Luciano Lufthansa Luigi Magni Luis Advis Luís Alberto de Abreu Luis Buñuel Luís Carlos Trabuco Luís Cláudio Lula da Silva Luís Favre Luís Francisco Carvalho Filho Luís Inácio Adams Luís Nassif Luís Roberto Barroso Luis Vicente León Luiz Antonio Fleury Filho Luiz Antonio Marrey Luiz Aparecido Luiz Carlos Azenha Luiz Carlos Maciel Luiz Carlos Prestes Luiz Eduardo Greenhalgh Luiz Eduardo Merlino Luiz Eduardo Rocha Paiva Luiz Eduardo Soares Luiz Felipe Lampreia Luiz Flávio D'Urso Luiz Fux Luiz Gonzaga Luiz Gonzaga Belluzzo Luiz Gushiken Luiz Maklouf Luiz Ruffato Luiz Suarez Luiz Vieira Luíza Erundina Lula Lula-lá luta armada luta de classes Lyda Monteiro da Silva Lyndon Johnson macartismo Machado de Assis maconha Madre Teresa de Calcutá Mafalda Vannucci Lungaretti Mafia máfia dos ingressos Magalhães Pinto Mahatama Gandhi Mahatma Gandhi Mahmoud Ahmadinejad maioridade penal Mais Mais Médicos Major Curió Malcom X Manfrini manifestações de protesto Manifesto do Partido Comunista Mano Menezes Manoel Henrique Ferreira Manuel Fiel Filho Manuel Henrique Ferreira Manuel Zelaya Manuela D'Avila Mao Tsé-Tung Mappin maracanazo maracutaia Maradona Maranhão Marçal Mendes Marcel Camus Marcel Duchamp Marcello Mastroianni Marcelo Coelho Marcelo Crivella Marcelo Freixo Marcelo Miller Marcelo Odebrecht Marcelo Paiva Marcelo Roque Marcha da Família Marcha da Maconha Marcha das Vadias Márcio França Márcio Holland Márcio Leite de Toledo Márcio Moreira Alves Marcio Pochmann Márcio Thomaz Bastos Marco Antonio Villa Marco Antonio Zago Marco Archer Marco Aurélio Garcia Marco Aurélio Mello Marco Brutus Marco Feliciano Marco Licínio Crasso Marco Polo Del Nero Marconi Marcos Augusto Gonçalves Marcos Feliciano Marcos Lisboa Marcos Mariano Marcos Nunes Filho Marcos Troyjo Marcos Valério Marcos Wilson Lemos Marcus André Melo Marcus Willis Marechal Erwin Rommel Marechal Tito Margaret Thatcher Margareth Thatcher Margarethe von Trotta Maria a Louca Maria Alice Setubal Maria Amélia Teles Maria Antonieta Maria Bethânia Maria das Graças Lima Maria de Lourdes Rollemberg Mollo Maria do Carmo Brito Maria do Rosário Maria Esther Bueno Maria Izabel Azevedo Noronha Maria Lúcia Fattorelli Maria Luíza Fontenele Maria Odette Maria Schneider Maria Vitória Benevides Mariel Mariscot Marília Medalha Mariluz Pereira Jorge Marilyn Monroe Marina Silva Marine Le Pen Marinha Mário Alves Mario Amato Mário Amato Mario Carroza Mário Covas Mário de Freitas Mário Faustino Mário Gobbi Mário Lima Mário Magalhães Mário Marsillac Mario Monicelli Mário Sérgio Conti Mário Sérgio Pontes de Paiva Mário Soares Mário Thomaz Bastos Mario Vargas Llosa Marisa Letícia Marisa Monte Mark Twain Marlon Alberto Weichert Marlon Brando Marquês de Maricá Marta Suplicy Martin Luther King Martin Ritt Martin Scorcese Martin Sheen Marvel Comics Marx marxismo Mary Shelley Marzieh Vafamehr massacre de My Lay massacre do Carandiru Massafumi Yoshinaga matança em Manaus Mateus Ferreira da Silva Matheus Baraldi Magnani Maurice Plas Maurício Costa Maurício do Valle Mauricio Hernandez Norambuena Maurício Kubrusly Mauricio Macri Mauro Iasi Mauro Marcondes Mauro Santayana Max Bauer Max Horkheimer Max Von Sidow Maximilian Robespierre Maysa Matarazzo MBL MDB Medalha Brigadeiro Tobias Medalha do Pacificador medicina medicina mercantilizada médicos cubanos medievalismo mega-sena Megaupload Mem de Sá Memorial da Resistência Memórias de uma guerra suja Mendonça Filho Meneghetti Menon mensalão mensalão. Michelle Bachelet mercantilização Mercosul Michael Burawoy Michael Jackson Michael Roberts Michael Schumacher Michael Winner Michel Foucalt Michel Platini Michel Temer Michel Temer; STF Michelangelo Antonioni Michelangelo Buonarroti Michelle Bachelet Mick Tyson microcefalia Mídia Sem Máscara migrantes Miguel Arraes Miguel Jorge Miguel Urbano Rodrigues Mike Tyson Mikhail Bakunin milagre brasileiro militarismo Millôr Fernandes Milton Friedman Milton Nascimento Milton Neves miniconto Ministério dos Esportes ministérios Mino Carta Miro Teixeira miséria missão mísseis cubanos Missões Bolivarianas mitologia MMA MMDC Moçambique modernidade Modesto Carvalhosa Moisés Naim Molina Dias monarquia Mônica Bergamo Monica Lewinsky Mônica Moura Mônica Veloso monolitismo monopólio da comunicação monopolização Monteiro Lobato Monty Python Monza Moody Blues moral revolucionária Moreira da Silva Morro da Providência mortos e desaparecidos Políticos motos Movimento movimento estudantil movimento hippie movimento negro Movimento Negro Unificado movimento operário Movimento Passe Livre Movimento por uma Alternativa Independente e Socialista movimento secundarista Moysés Pinto Neto MPB MR-8 MRT MST MTST Muammar Gaddafi Muddy Waters Muhammad Ali Mundial de 1950 Mundial de 2014 Mundial de 2018 Mundial de Clubes da Fifa Mundial Fifa de 1958 Mundial Fifa de 1962 Mundial Fifa de 1966 Mundial Fifa de 1970 Mundial Fifa de 2010 Mundial Fifa de 2014 Mundial Fifa de 2018 Muricy Ramalho muro de Berlim muro de Berlin música Músicos e canções que iluminaram a minha vida nacional desenvolvimentismo nacional-desenvolvimentismo nacionalismo Nagasaki Naji Nahas Naná Vasconcelos Napoleão Bonaparte Napoleão Maia Nara Leão Nasser Nat King Cole Natal Natan Donadon Nathan Rothschield naufrágio da fragata Medusa Náufrago da Utopia nazismo Neil Ferreira Neil Young Nelsinho Piquet Nelson Barbosa Nelson de Sá Nelson Gonçalves Nelson Guimarães Machado da Silva Nelson Jobim Nelson Mandela Nelson Piquet Nelson Rodrigues neo-pentecostais neo-realismo italiano neofascismo neoliberalismo Nestor Cerveró Nestor Kirchner Neusah Cerveira Neville D'Almeida Newton Cruz Newton Rodrigues Neymar Nicola Sacco Nicolas de Chamfort Nicolas Maduro Nicolas Sarkozy Nicolau 2º Nicolau Maquiavel Nigel Forage Nike Nikita Kruschev Nikolai Bukharin Nilma Gomes Nilton Santos Nino Manfredi Nise da Silveira Nizan Guanaes No Nukes Noam Chomsky Noam Chosmky Noel Rosa Norbert Hofer Norberto Bobbio Norma Bengell Norman Jewison Norman Mailer Norman O. Brown Noruega Nosso Tempo Notícias Populares nouvelle vague nova esquerda Nova República Nova York Novak Djokovic NSA Nuno Crato O Capital O caso dos dez negrinhos O Dia Seguinte O Direito de Nascer O Estado de S. Paulo O Globo O Gobo O Pasquim O Rebate O Vampiro de Dusseldorf OAB Oban Obdulio Varela Observatório da Imprensa Occupy Occupy Walt Street Octavio Frias de Oliveira ocupação ocupação da reitoria Odebrecht Oded Grajew Odete Lara Odete Moro Odilon Guedes OEA Olavo Bilac Olavo de Carvalho Olavo Hanssen Olavo Setubal Olga Benário Olimpíadas Olimpíadas de 1936 Olímpio Mourão Filho Olinda Olívia Byington Olivier Clerc Olívio Dutra Olympio Mourão Filho ombudsman onda conservadora Onofre Pinto ONU Opera Mundi Operação Bandeirantes Operação Boca Livre Operação Condor Operação Greenfield Operação Hashtag Operação Lava-Jato Operação Mãos Limpas Operação Satiagraha Operação Timóteo Opinião Opportunity Opus Dei Orestes Quercia Organizações Globo Orlando Lovecchio Filho Orlando Silva Orlando Yorio Orlando Zapata Orquestra Armorial Orson Welles os cinco de Cambridge Os Miseráveis Os Mutantes Os Trapalhões Os Três Patetas Osama Bin Laden OSB Oscar Oscar Niemeyer Oscar Schmidt Oscar Wilde Oscarito Osmar José Serraglio Osmar Santos Osmir Nunes Osny Silva ossadas de Perus Osvaldo Peralva Otávio Frias Filho Otávio Mesquita Othman Abu Sabha Othon Bastos Otto Maria Carpeaux Otto von Bismarck Pablo Escobar Pablo Picasso Pacto Hitler-Stalin Padre Antônio Vieira Paes Landim país basco palestinos Palmares Palmeiras Pan 2015 Panteras Negras Pão de Açúcar Paolo Rossi Paolo Taviani papa Bento XVI Papa Doc Duvalier papa Francisco papa João Paulo II papa Paulo VI Papa Pio XII Paquistão Paraguai Paraná parasitismo Paris Parlamento Europeu parto humanizado parto normal Páscoa passagens aéreas Passe Livre passeata dos 100 mil pastor Feliciano Pastoral da Terra Pat Garrett Patria y Libertad Patrick Mariano Paul Cèzzane Paul Krugman Paul McCartney Paul Newman Paul Simon Paul Singer Paul Verhoeven Pauline Réage Paulinho da Força Paulinho da Viola Paulo Abrão Paulo André Paulo Arantes Paulo Autran Paulo César Peréio Paulo Cesar Pinheiro Paulo César Pinheiro Paulo César Saraceni Paulo Coelho Paulo de Tarso Venceslau Paulo Egydio Martins Paulo Francis Paulo Freire Paulo Henrique Amorim Paulo Henrique Ganso Paulo Henrique Porto de Oliveira Paulo Lacerda Paulo Machado de Carvalho Paulo Malhães Paulo Maluf Paulo Paim Paulo Pimenta Paulo Rabello de Castro Paulo Roberto Costa Paulo Sérgio Pinheiro Paulo Skaf Paulo Soledad Paulo Teixeira Paulo Thiago Paulo Vannuchi Paulo Vanzolini Paulo Villaça PC Farias PCB PCBR PCC PCdoB PCF PCI PCO PDS PDT PEC 241 PEC 51/2013 PEC 55 peculato pedaladas fiscais pedofilia pedreiro Amarildo Pedro Cardoso da Costa Pedro Corrêa Pedro Del Picchia Pedro Franco de Campos Pedro Moreira Salles Pedro Paulo Barrientos Pedro Pomar Peitolina Pelé pena de morte Pep Guardiola Percival de Souza Péricles Maranhão perseguição religiosa perseguidos políticos Perseu Abramo Pérsio Arida Pete Sampras Pete Townshend Peter Cushing Peter Finch Peter Fonda Peter Frampton Peter Lorre Peter Mair Peter O'Toole Peter Sellers Peter Sinfeld Petrarca Petrobrás petrolão petróleo PF PFL PGR Philip K. Dick PIB Pier-Paolo Pasolini Pierre-Joseph Proudhon Pietro Mutti Pimenta Neves Pinheirinho Pink Floyd pintura Pio XII Pixinguinha PL 2.960 PL 499/2013 Plano Cohen Plano Real planos de saúde Platão Playboy Playmen Plínio Corrêa de Oliveira Plinio de Arruda Sampaio Plínio de Arruda Sampaio Plínio Marcos Plínio Salgado PM PMDB PNDH-3 PNE pobreza POC Podemos Poder Negro podologia poesia poesias Pol Pot Pol-Pot polícia assassina Polícia Federal política brasileira politicamente correto poluição Pôncio Pilatos populismo porca assassina Porfírio Diaz Porfirio Lobo Portal da Transparência porto de Mariel Portugal Portuguesa de Desportos pós-verdade Powers Boothe PP PR PRC pré-sal preconceito Premeditando o Breque Prêmio Nobel de Literatura presidenta Preta Gil Previdência Social Primavera Árabe Primavera de Paris Primavera de Praga privataria privatizações Procon procurações forjadas Procure Saber professores Projeto Proteger Pronatec propaganda enganosa propinoduto proposta de emenda constitucional Protógenes Queiroz Proudhon PSB PSD PSDB psicanálise psicologia PSOL PSTU PT PTB publicidade PUC pugilistas cubanos pulseiras do sexo punições PV quatro de Salvador queda da Bastilha Queen Quentin Tarantino Quilapayun Quilapayún quilombolas Quino R. R. Tolkien racionamento de água racismo Rafael Braga Vieira Rafael Correa Rafael Correia Rafael Nadal Rafael Trujillo Rafaela Silva Raí Raices de America Raíces de America Raimundo Fagner rainha da Inglaterra Rajendra Kumar Pachauri Ramon Mercader Ramona Matos Rodriguez Randolfe Rodrigues Raquel Dodge Raquel Landim Raquel Rolnik Raul Amaro Nin Ferreira Raul Castro Raul Salles Raul Seixas Ray Bradbury Ray Charles Raymundo Araujo Raymundo Faoro RDD Real Madrid realities shows Rean Alcir Nunes da Silva recall Receita Federal Recep Tayyip Erdogan recessão Red Por Ti America Rede Globo redução da jornada de trabalho referendo referendo revogatório reforma da Previdência reforma ministerial reforma trabalhista reformas constitucionais reformas de base reformismo refugiados refugio refúgio refundação da esquerda refundação do PT Reginaldo Faria Reginaldo Leme Regis Debray regulação da mídia Reinaldo Azevedo Reino Unido Reinold Stephanes religião Renan Calheiros Renato Augusto Renato Consorte Renato Duque Renato Mrtinelli René Clair renúncia reparações repressão República de Salò República de Weimar resistência retirantes retroativo reverendo Moon revista Música revista Piauí revolta árabe revolução revolução bolivariana Revolução Constitucionalista revolução cubana Revolução dos Cravos Revolução Francesa revolução internacional Revolução Soviética Reynaldo Bignone Reynaldo Lungaretti Reza Aslan rhythm and blues Riane Mnochkine Ricardo Amaral Ricardo Balthazar Ricardo Barros Ricardo de Aquino Ricardo Kotscho Ricardo Lewandowski Ricardo Melo Ricardo Saud Ricardo Teixeira Riccardo Cucciolla Richard Attenborough Richard Burton Richard Matheson Richard Nixon Richard Widmark Riddick Bowe Ridley Scott Ringo Starr Rio 16 Rio 2016 Rio de Janeiro Rio-2016 Rivelino Rivellino River Plate Robert A. Heinlein Robert Altman Robert Crumb Robert De Niro Robert Duvall Robert Fripp Robert Graves Robert Kennedy Robert Kurz Robert Louis Stevenson Robert McNamara Robert Silverberg Roberto Campos Roberto Carlos Roberto Civita Roberto Gurgel Roberto Jefferson Roberto Landell de Moura Roberto Macarini Roberto Micheletti Roberto Requião Roberto Romano Roberto Santos Roberto Setúbal Roberto Teixeira Robin Williams robotização rock Rod Serling Rodrigo Constantino Rodrigo Gularte Rodrigo Janot Rodrigo Maia Rodrigo Rocha Loures Rodrigo Vianna Roger Abdelmassih Roger Corman Roger Federer Roger Molina Roger Pinto Roger Vadim Roger Waters Rogério Ceni Rogério Duprat Rogério Gentile Rogério Micale Rogério Sganzerla Rolando Astarita rolezinhos Rolling Stones Roman Polanski Romarinho Romário Romero Jucá Romeu Tuma Ronald Biggs Ronald Reagan Ronaldinho Ronaldinho Gaúcho Ronaldo Caiado Ronaldo Cunha Lima Ronaldo Fenômeno Rosa Luxemburgo Rosa Weber Roseana Sarney Rosi Campos Roswitha Scholz Rota Roy Ward Baker RP Rubem Biáfora Rubens Ewald Filho Rubens Lemos Rubens Motta Filho Rubens Paiva Rubens Valente Rubin Carter Rui Castro Rui Falcão Rui Martins Rui Pimenta Rutger Hauer Ruth Cardoso Ruy Castro Ruy Guerra Ryke Geerd Hamer S&P Sá de Miranda Sabesp Sabóia Saddam Hussein Sakineh salário-mínimo Salvador Allende Sam Peckinpah Sam Raimi Samarco samba Sampa Samuel Fuller Samuel Pessôa Samuel Wainer San Tiago Dantas Sandra Gomide Sandy Santa Maria Santana Santiago Andrade Santiago Ilídio Andrade Santo Dias Santos Dumont Santos F.C. São Francisco São Francisco de Assis São Paulo São Paulo Futebol Clube São Tiago Dantas Sarah Palin Sargento Kondo satanização Satoru Nakajima saúde sci-fi Sean Connery Sean Goldman sebastianismo Sebastião Caixeta Sébastien Japrisot Secos e Molhados Secretaria da Segurança Pública de SP sectarismo Segunda-Feira Negra Seleção Brasileira Senado senador João Ribeiro sequestro Sergei Eisenstein Sérgio Bianchi Sérgio Cabral Sergio Corbucci Sergio Donati Sergio Fleury Sérgio Fleury Sergio Gabrielli Sergio Leone Sergio Moro Sérgio Porto Sérgio Ricardo Sérgio Silva Sergio Sollima Severino Cavalcanti sexo casual Seymour Melman Shaker Aamer Shakira Sharon Tate Sheridan Le Fanu Sherlock Holmes Shifter Shirley Bassey Sidney Lumet Sidney Miller Sidney Poitier sífilis sigilo da fonte Sigmund Freud Silas Malafaia Silvia Suppo Silvio Berlusconi Sílvio Frota Silvio Santos Sílvio Santos Sílvio Tendler símbolos religiosos Simon Bolivar Simone Simone de Beauvoir sinalizador Sinclair Lewis Síndrome da China Sintusp sionismo Síria Sísifo sistema solar sites fascistas Sivuca Slavoj Zizek SNI social-democracia socialismo socialismo num só país socialismo real sociedade alternativa sociedade de consumo Sócrates Sofia Loren Sófocles Solano Ribeiro Soledad Viedma solidariedade solidariedade revolucionária soneto Sônia Amorim Sônia Hernandes Soninha Francine SP; Pelé Spartacus spread Standard & Poor's Stanislaw Jerzy Lec Stanislaw Ponte Preta Stefan Zweig Stephen King Steve Bannon Steve Jobs Steve Reeves Steve Winwood Steven Spielberg STF STJ STJD STM Stroessner Stuart Angel Suárez submarino nuclear sucessão Suécia Suely Vilela Sampaio Suetônio Sun Tzu Super Bowl SUS Susan George Suzana Singer Sylvio Costa Syriza T. E. Lawrence T. S. Eliot tabagismo Taça Libertadores Tácito tacocracia tai chi chuan Taís Araujo Taís Moraes Talebã Tancredo Neves tapetão Tarso Genro Tasso Jereissati Tata Martino taxação dos ricos TCU teatro Teatro de Arena teatro Lira Paulistana Tempo de Resistência tenentismo togado tênis Tenório Cavalcanti Teóphile Gautier Teori Zavascki terceirização Terence Fisher Terence Hill Teresa Lajolo Tereza Cruvinel Ternuma terrorismo terrorismo islâmico TFP The Animals The Doors The Economist The Guardian The Who Theo de Barros Theodor Adorno Thiago de Mello Thomas Edison Thomas Morus Thomas Piketty Thomas Robert Malthus Three Mile Island Ticiana Villas Boas Tim Harford Tim Jackson Tim Maia Tiradentes Tiririca Titanic Tite Tito Costa Tom Jobim Tom Zé Tomasso Buscetta Tomé de Souza Toninho Vespoli Tonino Valerii Tony Osanah Toquinho Torino Torquato Neto Torquemada tortura Tortura Nunca Mais torturadores torturas Tostão touradas trabalho trabalho alienado trabalho escravo Traffic traficantes tráfico de drogas tragédia aérea Tragédia de Superga trânsito transposição Tratado de Versalhes Tribuna da Imprensa tribunais de pequenas causas tribunais do crime Tribunal de Haia Tropa de Elite tropicalismo trote trotskismo Troy Davis TSE TSE. TCU Tunísia tupamaros Turquia TV TV Tupi U2 udenismo UDN UDR UFC Ugo Tognazzi Ultima Hora Ultimate Fighting Ulysses Guimarães umbanda Umberto Eco UNE Unesco União Europeia Unibanco Universidade da Califórnia Universidade de Stanford Universindo Dias UOL urbanismo URSS Uruguai Usina de Letras usineiros USP usura utopia Vagner Freitas Valdir Simão Valdo Cruz vale-tudo Valerio Zurlini Valor Vanderlei Cordeiro de Lima Vanderlei Luxemburgo Vanessa Gonçalves VAR-Palmares Vara de Família Vaticano Veja vemprarua Venezuela Venina Velosa da Fonseca Vera Magalhães Vera Vassouras Vicente Feola Vicente Leporace Victor Hugo Victor Jara vida artificial Vida Contra Morte Vila Ré Vincent Price Vinícius de Moraes Vinícius Mota Vinícius Mota. Estado Islâmico Vinícius Torres Freire violência doméstica violência policial violência urbana Violeta Parra Viomundo Virgílio Gomes da Silva Vírus Zika Vito Genovese Vitor Belfort Vitor Nuzzi Vittorio Arrigoni Vittorio Gasmann Vittorio Gassman Vittorio Taviani Vladimir Arras Vladimir Herzog Vladimir Maiakovski Vladimir Palmeira Vladimir Putin Vladimir Safatle Volkswagen Voltaire voto branco voto facultativo voto nulo voto obrigatório VPR vudu Wagner Moura Waldir Maranhão Waldomiro Diniz Walt Disney Walter Franco Walter Hugo Khouri Walter Maierovitch Walter Pomar Walter Silva Washington Olivetto Washington Quaquá Wellington Menezes Werner Herzog Wes Craven Wesley Batista Wesley Venâncio western Wikileaks Wilhelm Reich Willem Dafoe William Randolph Hearst William Shakespeare William Styron William Wollinger Brenuvida Willy Brandt Wilman Villar Wilson Batista Wilson Simonal Wimbledon Winston Churchill Wolfgang Petersen Woodstock wu chu xadrez Xavi Hernandez Xavi Hernández xenofobia Xi Jinping Xico Graziano Xuxa Xuxa Meneghel Xuxa Menehel Yeda Crusius Yelena Isinbayeva Yevgeni Preobrazhensky Yoani Sánchez Yoram Kaniuk Yves Montand Zagallo Zagalo zagueiro Bigode Zé Celso Zé Dirceu Zé Elias Zé Keti Zé Maria Zé Simão Zeca Pagodinho Zelão Zelota Zico zika Zilda Arns Zinedine Zidaine Ziraldo Zito Zumbi Zuza Homem de Mello Zuzu Angel Zygmunt Bauman